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Apendicite: sintomas, diagnóstico e tratamento da inflamação do apêndice

Apendicite: sintomas, diagnóstico e tratamento da inflamação do apêndice

A apendicite é uma das causas mais comuns de dor abdominal aguda que necessita de cirurgia. Apesar de ser uma doença conhecida, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o apêndice, pequeno órgão localizado no início do intestino grosso.

O apêndice é um tubo estreito ligado ao ceco, a primeira porção do intestino grosso. Durante muito tempo acreditou-se que ele não tinha função relevante no organismo, sendo considerado apenas um vestígio da evolução humana. No entanto, estudos mais recentes sugerem que ele pode ter alguma participação no sistema imunológico.

Mesmo assim, quando ocorre a inflamação do apêndice, conhecida como apendicite, o quadro pode provocar dor intensa e exige avaliação médica imediata.

O que é apendicite?

A apendicite é a inflamação do apêndice, geralmente causada por uma obstrução do interior do órgão. Essa obstrução pode ocorrer por fezes endurecidas, inflamações ou aumento de tecido linfático.

Quando o apêndice fica obstruído, ocorre acúmulo de secreções e proliferação de bactérias, levando ao processo inflamatório.

Por ser um órgão pequeno e estreito, o apêndice pode inflamar com relativa facilidade, tornando a apendicite um diagnóstico relativamente frequente em pronto atendimento.

Sintomas da apendicite

Estima-se que cerca de 1 em cada 13 pessoas desenvolva apendicite ao longo da vida. A doença pode surgir em qualquer idade, embora seja mais comum em adolescentes e adultos jovens.

O principal sintoma da apendicite é a dor abdominal de início súbito. Geralmente, a dor começa na região central do abdômen e, com o passar das horas, pode se localizar no lado inferior direito da barriga.

Além da dor abdominal, outros sintomas podem estar presentes, como:

  • Náuseas

  • Vômitos

  • Inchaço abdominal

  • Perda de apetite

  • Prisão de ventre ou alteração do hábito intestinal

  • Febre leve

Nem toda dor abdominal significa apendicite, mas quando a dor é intensa, persistente ou localizada no lado direito inferior do abdômen, é fundamental procurar avaliação médica.

O diagnóstico precoce é importante para evitar complicações, como a perfuração do apêndice.

Como é feito o diagnóstico da apendicite?

O diagnóstico da apendicite é realizado a partir da avaliação clínica, análise dos sintomas e exames complementares.

O médico pode solicitar exames como:

  • Exames de sangue para identificar sinais de infecção

  • Ultrassonografia abdominal

  • Tomografia computadorizada do abdômen

Esses exames ajudam a confirmar a inflamação do apêndice e a descartar outras causas de dor abdominal.

Tratamento da apendicite

O tratamento da apendicite é cirúrgico e consiste na retirada do apêndice, procedimento chamado apendicectomia.

Atualmente, a técnica mais utilizada é a apendicectomia por videolaparoscopia, considerada minimamente invasiva. Esse método utiliza pequenas incisões no abdômen e costuma proporcionar recuperação mais rápida e menor dor no pós-operatório.

O tempo de internação geralmente é curto, variando entre 1 e 2 dias, dependendo da evolução do paciente.

Após a cirurgia, recomenda-se evitar atividades físicas intensas por algumas semanas, permitindo que o organismo se recupere adequadamente.

Uma das vantagens da retirada do apêndice é que, após a cirurgia, a apendicite não volta a acontecer, já que o órgão responsável pela inflamação foi removido.

Quando procurar atendimento médico?

É importante procurar atendimento médico sempre que houver:

  • Dor abdominal intensa ou persistente

  • Dor localizada no lado direito inferior do abdômen

  • Náuseas e vômitos associados à dor abdominal

  • Febre junto com dor abdominal

A avaliação precoce permite diagnóstico rápido e tratamento adequado, reduzindo o risco de complicações.

 

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Câncer colorretal: Principais causas e tratamentos

Câncer colorretal: Principais causas e tratamentos

O câncer colorretal atinge duas porções do intestino grosso. Na maioria das vezes, desenvolve-se a partir de pólipos que crescem no cólon e no reto. Como o crescimento dos pólipos é lento, é possível tratá-los antes que evoluam para o câncer. O diagnóstico é realizado através de um exame denominado colonoscopia.

A prevenção dessa doença está associada a hábitos de vida mais saudáveis, a começar pela alimentação rica em fibras, e exames médicos periódicos, quando há casos de câncer colorretal na família e para quem tem 50 anos de idade ou mais.

Fatores de risco do câncer colorretal

  • Existência de pólipos no cólon e reto
  • Idade superior a 50 anos
  • Dieta rica em gorduras, carne vermelha, embutidos
  • Sedentarismo e obesidade
  • Alcoolismo e tabagismo
  • Doenças no intestino
  • Histórico familiar de câncer colorretal
  • Polipose adenomatosa familiar

Sintomas de câncer colorretal

Alguns sintomas do câncer colorretal também estão relacionados a outros tipos de doenças. Por isso, é fundamental buscar ajuda médica o mais cedo possível, para obter um diagnóstico preciso sobre a causa de sintomas como:

  • Sangramento na evacuação
  • Fezes mais escuras, pastosas e fétidas
  • Intestino preso ou diarreias frequentes
  • Vontade de evacuar continuamente
  • Dor na região do ânus
  • Cólicas e aumento dos gases
  • Anemia, fraqueza e emagrecimento repentino

Diagnóstico e tratamento do câncer colorretal

O primeiro exame a ser realizado é a colonoscopia. Havendo suspeita de câncer colorretal, durante a colonoscopia serão coletadas amostras de tecidos para biópsia. Quando o médico identifica os pólipos ou tumores em estágio inicial, o tratamento é menos agressivo. Eles podem ser removidos, durante a colonoscopia ou através de ressecção cirúrgica de tumores menores.

Se os tumores já estiverem muito desenvolvidos, o paciente será submetido a uma cirurgia mais complexa, que pode ser feita pelo método tradicional ou por videolaparoscopia. Alguns centros hospitalares mais avançados disponibilizam a cirurgia robótica. A laparoscopia e a cirurgia robótica são métodos que reduzem os riscos de hemorragia, infecções e proporcionam um pós-operatório mais tranquilo.

Além da cirurgia, podem ser necessárias sessões de radioterapia e quimioterapia, antes e após o procedimento cirúrgico em alguns casos. Isso ocorre na dependência da localização e do estágio em que o câncer foi diagnosticado. Esses procedimentos são necessários para reduzir o tumor, antes da operação, e eliminar células cancerígenas que tenham migrado para outras partes do corpo.

Prevenção do câncer colorretal

O primeiro cuidado é com a alimentação, que deve ser rica em fibras e isenta de embutidos e outros alimentos processados. Além disso, também é importante reduzir o consumo de carnes vermelhas. Recomendamos incluir mais frutas, verduras, legumes, grãos integrais e peixes no cardápio. Alcoolismo, tabagismo e obesidade são doenças que devem ser tratadas com a ajuda de especialistas.

O check-up médico anual é outra medida preventiva para o câncer colorretal e outras doenças. A colonoscopia é um exame que possibilita identificar o crescimento de pólipos no cólon e no reto ou tumores em estágio inicial. O diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento dessa doença. Quem tem histórico familiar de câncer colorretal deve iniciar a prevenção antes dos 50 anos. Se não for o caso, o rastreamento pode ser iniciado após os 50 anos, sendo repetido conforme a recomendação médica que se baseará nos achados do último exame de colonoscopia e história familiar de cada indivíduo.

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Cálculo biliar: o que é, sintomas e como tratar a pedra na vesícula

Cálculo biliar: o que é, sintomas e como tratar a pedra na vesícula

O cálculo biliar, popularmente conhecido como pedra na vesícula, é uma condição caracterizada pela formação de pequenas estruturas sólidas dentro da vesícula biliar, órgão localizado abaixo do fígado e responsável por armazenar a bile.

A bile é uma substância produzida pelo fígado e composta por diferentes elementos, como colesterol, sais biliares e bilirrubina. Quando ocorre um desequilíbrio nesses componentes, podem surgir cristais que se acumulam e se transformam em cálculos biliares.

Essa condição é relativamente comum e pode permanecer sem sintomas por muitos anos, sendo descoberta apenas durante exames de rotina ou quando surgem complicações associadas.

Tipos de cálculo biliar

Os cálculos biliares podem ser formados por diferentes substâncias presentes na bile e, por isso, costumam ser classificados em dois principais tipos.

Cálculos de colesterol
São os mais frequentes e geralmente apresentam coloração amarelada. Eles se formam quando há excesso de colesterol na bile, que não consegue ser completamente dissolvido.

Cálculos pigmentares
Costumam apresentar coloração marrom ou preta e surgem quando há excesso de bilirrubina na bile.

As pedras na vesícula podem variar bastante de tamanho e quantidade. Em alguns casos, surgem vários pequenos cálculos, enquanto em outros pode existir apenas uma pedra de maior tamanho.

Sintomas de pedra na vesícula

Em muitos pacientes, o cálculo biliar não provoca sintomas. Quando isso acontece, o quadro é chamado de cálculo biliar assintomático.

No entanto, quando uma pedra bloqueia o ducto biliar e impede a passagem da bile para o intestino, podem surgir sintomas característicos conhecidos como cólica biliar.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor intensa na parte superior direita do abdômen

  • Dor que pode irradiar para as costas ou para o ombro direito

  • Náuseas

  • Vômitos

Essas dores costumam surgir após refeições mais gordurosas e podem durar minutos ou até algumas horas.

Quais são as causas do cálculo biliar?

As causas exatas da formação do cálculo biliar ainda não são totalmente compreendidas. Entretanto, estudos indicam que o problema pode estar relacionado ao excesso de colesterol presente na bile.

Quando a concentração de colesterol na bile está alterada, podem surgir cristais que, com o tempo, se transformam em pedras na vesícula.

Além disso, alguns fatores estão associados a maior risco de desenvolver cálculos biliares, como:

  • Obesidade ou excesso de peso

  • Emagrecimento rápido após a cirurgia bariátrica ou o uso de canetas emagrecedoras

  • Gravidez

  • Dieta rica em gorduras e carboidratos

  • Idade acima de 60 anos

  • Sexo feminino

  • Uso de determinados medicamentos

Esses fatores favorecem alterações na composição da bile e podem contribuir para o surgimento do problema.

Tratamento do cálculo biliar

O tratamento do cálculo biliar depende principalmente da presença ou não de sintomas.

Quando o paciente apresenta sintomas associados à pedra na vesícula, o tratamento mais indicado costuma ser a cirurgia para retirada da vesícula biliar, chamada de colecistectomia.

Quando os cálculos não provocam sintomas, pode ser recomendado apenas acompanhamento médico, embora em algumas situações a retirada preventiva da vesícula seja considerada.

Em casos específicos onde o risco cirúrgico é muito elevado ao paciente (geralmente idosos com problemas graves de saúde), e se o cálculo for único e formado apenas por colesterol, podem ser utilizados medicamentos na tentativa de dissolver as pedras. No entanto, essa abordagem é menos frequente e com resultados pouco eficazes.

Atualmente, a cirurgia costuma ser realizada por laparoscopia, uma técnica minimamente invasiva que utiliza pequenas incisões e permite recuperação mais rápida quando comparada à cirurgia aberta.

Como prevenir pedra na vesícula

Nem todos os casos de cálculo biliar podem ser prevenidos, mas alguns hábitos ajudam a reduzir o risco de formação das pedras.

Entre as principais recomendações estão:

  • Manter um peso saudável

  • Evitar dietas ricas em gorduras

  • Reduzir o consumo excessivo de calorias

  • Praticar atividades físicas regularmente

  • Manter uma alimentação equilibrada e rica em fibras

  • Evitar longos períodos de jejum

O excesso de peso é um dos fatores mais importantes associados ao desenvolvimento da pedra na vesícula, por isso a adoção de hábitos saudáveis pode contribuir significativamente para a prevenção.

Quando procurar um médico?

Caso surjam sintomas como dor abdominal intensa, náuseas ou vômitos frequentes, é importante procurar avaliação médica.

O diagnóstico do cálculo biliar pode ser feito por meio de exame clínico e exames de imagem, como a ultrassonografia abdominal, que permite identificar a presença das pedras na vesícula.

A avaliação especializada é essencial para definir a melhor conduta e evitar possíveis complicações.

 

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Fígado: conheça a importância do órgão e sua função

Fígado: conheça a importância do órgão e sua função

O fígado é um dos principais órgãos do corpo humano, e é também nossa maior glândula. Esse órgão metaboliza os lipídios, proteínas e emulsifica as gorduras. Ele também ajuda a retirar as toxinas e substâncias nocivas do sangue, armazena e libera a glicose e produz a bile, entre outras atividades.

Como o fígado atua no corpo humano

Embora seja um órgão que se “regenera”, a função do fígado é insubstituível.  Se for retirado em cirurgia ou sofrer algum dano grave, pode levar o indivíduo a morte em poucas horas, levando os outros órgãos à falência.

O fígado produz glicose, combustível do funcionamento do nosso corpo, que abastece o coração e o cérebro. Também armazena energia através da produção de moléculas de gordura. Isso possibilita uma fonte de energia alternativa quando o corpo fica muito tempo sem alimento.

Doenças que podem atingir o fígado

A ingestão de alimentos pobres em nutrientes e muito gordurosos, além do álcool, prejudica a atuação desse órgão.

Devido aos maus hábitos alimentares, vem crescendo o número de doenças no fígado. Muitas vezes essas doenças são inicialmente assintomáticas o que impede o diagnostico precoce. Quando elas começam a apresentar seus sintomas, é sinal de que já há um grande prejuízo na função do órgão. Algumas vezes outras áreas do sistema digestivo também estão atingidas quando do diagnóstico.

Doenças como a hepatite, geralmente causada por vírus, podem ser o início de outros problemas graves como a cirrose hepática ou câncer do fígado. O consumo de álcool em excesso é um grande inimigo deste órgão. Isso porque o álcool agride as células hepáticas e com o tempo causa cicatrizes nos tecidos, o que acaba formando a cirrose hepática. Se a cirrose for muito avançada, o fígado perde seu funcionamento aos poucos. Isso pode levar o paciente a óbito ou a precisar de um transplante hepático!

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Hérnia epigástrica: sintomas, diagnóstico e quando operar

Hérnia epigástrica: sintomas, diagnóstico e quando operar

O que é hérnia epigástrica?

A hérnia epigástrica é um tipo de hérnia abdominal que ocorre na região localizada entre o umbigo e o tórax, chamada de epigástrio.

Ela surge devido a uma fragilidade na musculatura da parede abdominal, permitindo que gordura ou parte do conteúdo abdominal passe através dessa abertura.

A hérnia abdominal é uma condição relativamente comum, sendo que a hérnia inguinal representa cerca de 80% dos casos. Já a hérnia epigástrica ocorre em uma região específica acima do umbigo e possui características próprias.

Quais são as causas da hérnia epigástrica?

A hérnia epigástrica pode estar associada a situações que aumentam a pressão intra-abdominal, como:

  • Excesso de peso ou ganho súbito de peso

  • Obstipação (intestino preso)

  • Levantamento de peso frequente

  • Tosse crônica

  • Esforços repetitivos

Sintomas da hérnia epigástrica

Os sintomas da hérnia epigástrica podem variar. Em muitos casos, o paciente percebe:

  • Pequeno abaulamento acima do umbigo

  • Dor ou desconforto local

  • Aumento do volume ao tossir ou fazer esforço

Em alguns pacientes, a hérnia pode ser assintomática.

Quando a hérnia se torna grave?

Uma complicação possível é o estrangulamento da hérnia, que ocorre quando o tecido fica preso e tem sua circulação comprometida.

Nesses casos, podem surgir:

  • Dor intensa

  • Vermelhidão na região

  • Náuseas e vômitos

Essa situação exige avaliação médica imediata e geralmente indicação de cirurgia.

 

Como é feito o diagnóstico da hérnia epigástrica?

O diagnóstico da hérnia epigástrica é, na maioria das vezes, clínico, realizado durante o exame físico.

Como o abaulamento costuma ser visível ao esforço, o diagnóstico pode ser feito facilmente no consultório.

Em casos específicos, exames de imagem podem ser solicitados para confirmação, como:

  • Ultrassonografia de parede abdominal

  • Tomografia computadorizada

Hérnia epigástrica tem cura?

A hérnia epigástrica não apresenta cura espontânea. O único tratamento definitivo é a cirurgia de hérnia abdominal.

O procedimento tem como objetivo corrigir o defeito da parede abdominal e pode ser realizado das seguintes formas:

✔ Cirurgia aberta (convencional)

Indicada em alguns casos específicos.

✔ Cirurgia por laparoscopia ou Cirurgia Robótica (técnicas minimamente invasivas)

Realizada com pequenas incisões, geralmente associada a recuperação mais rápida.

Em hérnias pequenas, pode ser feita apenas a sutura da musculatura.
Em hérnias maiores, utiliza-se uma tela cirúrgica (prótese) para reforçar a parede abdominal.

 

Como é a recuperação após a cirurgia?

Na maioria dos casos:

  • O paciente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte

  • Recomenda-se repouso por 15 a 30 dias

  • Deve-se evitar esforço físico, peso e movimentos bruscos por no mínimo 60 dias

O índice de sucesso da cirurgia é elevado, e a recidiva é rara quando o procedimento é bem indicado.

Quando procurar um cirurgião?

É importante procurar avaliação especializada quando houver:

  • Abaulamento persistente no abdômen

  • Dor recorrente na região acima do umbigo

  • Sintomas súbitos e intensos

O diagnóstico precoce evita complicações e permite um tratamento mais seguro.

 

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Como é o pós-operatório da cirurgia de vesícula?

Como é o pós-operatório da cirurgia de vesícula?

A cirurgia de vesícula, também chamada de colecistectomia, é indicada principalmente em casos de pedras na vesícula (colelitíase), inflamação (colecistite) ou, mais raramente, câncer.

O procedimento é considerado seguro e, na maioria dos casos, permite retorno à rotina após o período adequado de recuperação. No entanto, o pós-operatório da cirurgia de vesícula exige cuidados específicos para evitar complicações e garantir uma recuperação tranquila.

 

Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia de vesícula?

A recuperação inicial costuma durar cerca de duas semanas, período em que o paciente pode retomar gradualmente suas atividades diárias.

Quando a cirurgia é realizada por videolaparoscopia, o tempo de recuperação tende a ser menor, pois há menos trauma cirúrgico e menor agressão aos tecidos.

A cirurgia de vesícula por laparoscopia está associada a menos dor, menor tempo de internação e retorno mais rápido às atividades habituais.

 

Dor no pós-operatório da cirurgia de vesícula

A dor é o sintoma mais comum após a cirurgia. Mesmo em procedimentos minimamente invasivos, o paciente pode sentir desconforto abdominal e, ocasionalmente, dor irradiada para regiões próximas.

Para controle adequado, são prescritos analgésicos, garantindo maior conforto durante o processo de recuperação.

Nos primeiros 2 a 3 dias, recomenda-se maior repouso. Após esse período, é importante iniciar movimentação leve, como caminhar dentro de casa e passeios curtos na rua, favorecendo a circulação e reduzindo riscos de complicações.

 

Cuidados com o banho e os pontos

O banho pode ser realizado normalmente, desde que a área operada não permaneça úmida.

É fundamental secar bem os pontos e manter o curativo limpo, principalmente nos casos de cirurgia aberta. Caso haja dificuldade ou dúvidas na troca do curativo, o médico deve ser consultado.

Não se deve retirar os pontos antes da orientação médica, pois a cicatrização completa ainda está em andamento.

 

Alimentação após cirurgia de vesícula

Como a vesícula participa do processo digestivo, a alimentação deve ser adaptada nos primeiros dias.

Recomenda-se:

  • Alimentos com baixo teor de gordura

  • Porções menores e refeições mais frequentes

  • Comidas de fácil digestão

  • Alimentos bem cozidos nos primeiros dias

Durante a readaptação do organismo, podem ocorrer sintomas como gases ou diarreia. Em alguns casos, o médico pode indicar medicações específicas.

O ideal é permitir que o sistema digestivo se reorganize de forma gradual, evitando sobrecarga alimentar.

 

A importância do acompanhamento médico

A cicatrização adequada é um dos principais indicadores de que o pós-operatório da cirurgia de vesícula está evoluindo bem.

Consultas de retorno são essenciais para avaliar a recuperação, prevenir complicações e esclarecer dúvidas.

Com acompanhamento adequado, a maioria dos pacientes retoma suas atividades normalmente e sem limitações.

 

Quer saber mais?

Se você deseja entender melhor sobre cirurgia de vesícula, recuperação e cuidados pós-operatórios, agende uma avaliação com um cirurgião do aparelho digestivo no Rio de Janeiro.

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Entenda como é a recuperação do transplante do fígado

Entenda como é a recuperação do transplante do fígado

Um dos maiores órgãos do corpo humano, o fígado está relacionado a funções específicas muito importantes para o organismo. Anexo do sistema digestivo, está localizado na parte superior da região abdominal, à direita. Dentre as várias atividades que realiza, a mais conhecida é a produção e a secreção de bile.

Caso ocorra alguma doença crônica que evolua com perda da função do órgão a única solução é o transplante do fígado. Como este órgão regenera, pode ser feito um transplante de um doador morto ou de um doador vivo. O processo de recuperação é sempre delicado e requer dedicação do paciente e constante avaliação médica.

Doenças que causam um transplante do fígado

O fígado tem como função mais conhecida a produção da bile, uma substância armazenada na vesícula biliar, que age ajudando a digestão de gorduras.

O órgão armazena vitaminas e minerais, metaboliza os lipídios e as proteínas, armazena e libera glicose, sintetiza as proteínas do plasma e destrói células sanguíneas velhas ou danificadas entre outras funções. 

Quando o fígado fica doente, todas essas funções podem ser prejudicadas, assim como os outros órgãos e componentes com que ele atua. Algumas situações levam o fígado a ter microlesões que se regeneram, porém o tecido fica mais fibroso e pode evoluir para cirrose com o tempo.

Os primeiros sintomas de um problema hepático são fadiga, icterícia, dor abdominal, aumento do abdome, náuseas e vômitos, que podem vir acompanhados de outras sensações. 

A cirrose é a doença grave mais comum, que não tem cura e acontece como consequência de outras doenças hepáticas, como hepatite, doenças autoimunes e alcoolismo.

A doença pode ser tratada na fase inicial, para que retarde ou impeça a evolução.  Mas, quando a doença já está em fase avançada, a única solução é o transplante de fígado.

O procedimento também é indicado em alguns casos de câncer de fígado e doenças hereditárias.

O transplante do fígado e a recuperação

Um transplante bem-sucedido pode levar o paciente a ter uma vida normal e retornar aos hábitos cotidianos. 

A realização do procedimento requer a presença de uma equipe multidisciplinar. Em geral é composta por cirurgião do aparelho digestivo, hepatologista, nutricionista, enfermeira, fisioterapeuta e psicóloga. O transplante hepatico só pode ser feito se o paciente estiver em condições adequadas.

Após a cirurgia, é preciso se manter internado no hospital entre 1 e 3 semanas. Nesse período o paciente é avaliado rigorosamente. O objetivo é identificar precocemente alguma complicação ou rejeição. Também é quando se observa se o órgão está evoluindo adequadamente. É necessário continuar com o uso de medicamentos, para evitar a rejeição do fígado.

Há riscos de infecções também, e cuidados especiais são tomados nas primeiras semanas. O alimento inicial de um transplantado é líquido. A consistência vai avançando de acordo com a evolução do quadro. Alimentos naturais e bem cozidos são os escolhidos.

Um dos riscos que o fígado transplantado pode ter é o retorno da doença que o acometeu, como o caso de hepatite C. Há ainda o risco de obstruções dos vasos sanguíneos e lesões nos dutos biliares.

Após a alta hospitalar, o paciente mantém um acompanhamento médico periódico. Cuidados especiais são adotados no contato com pessoas com doenças e ambientes sem higienização.

Com o tempo o paciente que passou pelo transplante do fígado pode retornar ao dia a dia familiar e de trabalho.

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Câncer de vias biliares: sintomas, causas e tratamento

Câncer de vias biliares: sintomas, causas e tratamento

O câncer de vias biliares pode surgir dentro ou fora do fígado, na vesícula biliar ou na ampola hepatopancreática (ampola de Vater), formada pelos ductos do pâncreas e do colédoco. A incidência de tumores malignos em vias biliares é maior a partir dos 60 anos de idade, mas esse tipo de câncer é raro.

Vias biliares são canais por meio dos quais a bile escoa do fígado para a vesícula e da vesícula para o duodeno. A formação de cálculos biliares (pedras), o desenvolvimento de tumores e o estreitamento desses canais em decorrência de infecção, inflamação ou cicatrizes de cirurgias causam a obstrução das vias biliares.

Sintomas de câncer de vias biliares

O câncer de vias biliares tem, basicamente, quatro estágios. Nos dois primeiros, o tumor está localizado somente nas vias biliares. Na terceira fase, o câncer já afetou órgãos próximos, como fígado, pâncreas, vesícula biliar e duodeno. O quarto estádio corresponde à metástase, ou seja, as células de câncer já migraram para outras partes do corpo.  

Os principais sintomas são:

  • Dor no abdômen: A dor abdominal costuma surgir quando os tumores de vias biliares já estão crescidos. Em geral, a dor é sentida na área inferior às costelas. Também pode ocorrer a distensão abdominal.
  • Coceira: Esse sintoma resulta da elevação de bilirrubina na circulação sanguínea. Portanto, quando surge uma coceira atípica no corpo e sem motivo aparente, é importante procurar orientação médica.
  • Fezes claras e urina escura: A redução da quantidade de bilirrubina no trato intestinal resulta em fezes mais claras. Mas a urina, em contrapartida, fica mais escura, já que há mais bilirrubina na circulação sanguínea.
  • Icterícia: O excesso de bilirrubina no sangue causa o amarelamento dos olhos e da pele. A icterícia não é um sintoma exclusivo de tumores malignos em vias biliares, porém, apenas os exames médicos poderão determinar com exatidão as causas desse problema.
  • Menos apetite: O quadro geral de mal-estar afeta o apetite também. Em consequência disso, há uma acentuada perda de peso.
  • Náuseas e vômitos: Os sintomas ocorrem devido a infecções geradas pela obstrução de vias biliares, o que ainda gera danos ao fígado, pâncreas e vesícula. A febre é comum durante esses quadros infecciosos.

Diagnóstico e tratamento do câncer de vias biliares

Em geral, o diagnóstico é feito quando a doença já está avançada, já que, no estágio inicial, dificilmente surgem sintomas. A ressonância magnética e a tomografia computadorizada possibilitam a realização de um diagnóstico mais detalhado das vias biliares. Algumas vezes a biópsia é necessária para concluir o resultado do exame.

A cirurgia é a solução ideal para a remoção de tumores malignos localizados. No entanto, a tomada de decisão leva em conta outros fatores, como a idade e as condições gerais do paciente. Quando o quadro clínico é incompatível com a realização de uma cirurgia, pode-se optar por quimioterapia, radioterapia e outros tratamentos paliativos. Somente após a bateria de exames é que o médico terá informações suficientes para definir o plano de tratamento do câncer de vias biliares.

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Transplante de fígado: tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia que salva vidas

Transplante de fígado: tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia que salva vidas

O transplante de fígado é um procedimento cirúrgico indicado em casos de doenças hepáticas avançadas e irreversíveis. Embora seja uma cirurgia complexa, ela representa uma alternativa eficaz e, muitas vezes, a única chance de sobrevivência para pacientes com falência hepática.

Neste artigo, você vai entender quando o transplante é necessário, como ele funciona, quais são os tipos de doadores e as principais causas que levam à necessidade do procedimento.

O que é o transplante de fígado?

O transplante hepático consiste na substituição de um fígado doente por um fígado saudável, que pode vir de um doador com morte encefálica ou de um doador vivo. O fígado é responsável por funções vitais como:

  • Metabolismo de glicose, proteínas e gorduras
  • Armazenamento de vitaminas
  • Produção de bile

Quais doenças podem levar ao transplante de fígado?

As principais causas que comprometem o funcionamento do fígado de forma irreversível são:

  • Cirrose hepática: causada por hepatite B ou C, alcoolismo, esteatose hepática avançada ou doenças autoimunes
  • Hepatite fulminante: inflamação aguda que causa falência do fígado rapidamente
  • Doenças metabólicas: como a doença de Wilson ou a hemocromatose

A cirrose continua sendo a principal indicação de transplante no Brasil e no mundo.

Quais são os tipos de transplante de fígado?

Existem dois tipos principais de transplante hepático:

Transplante com doador falecido

O órgão é retirado de um doador com morte encefálica e transplantado no receptor. O fígado é implantado por meio de anastomoses entre vasos sanguíneos e ductos biliares.

  • Duração média da cirurgia: 6 a 10 horas
  • Técnica mais utilizada no Brasil

Transplante com doador vivo

Mais comum em crianças, esse tipo envolve a retirada de uma parte do fígado de um doador saudável. O lobo esquerdo ou direito é transplantado no receptor.

  • Duração média: até 12 horas
  • Requer alto grau de planejamento e experiência da equipe

Como é feita a seleção para o transplante?

O processo de seleção envolve:

  • Avaliação médica completa (cardiológica, laboratorial e nutricional)
  • Exames de imagem
  • Classificação do paciente pelo MELD score (Model for End-Stage Liver Disease), que indica a gravidade da doença

A fila de transplante é regulada nacionalmente pelo Sistema Nacional de Transplantes, com critérios de prioridade médica.

Como é o pós-operatório do transplante de fígado?

Após o transplante, o paciente precisa:

  • Permanecer em UTI por alguns dias
  • Tomar medicamentos imunossupressores para evitar rejeição
  • Realizar acompanhamento médico rigoroso e exames periódicos

A taxa de sobrevida no Brasil tem aumentado, graças à experiência dos centros transplantadores e ao avanço nas terapias imunossupressoras.

Quais são as chances de sucesso?

O sucesso do transplante depende de:

  • Gravidade da doença antes da cirurgia
  • Qualidade do órgão recebido
  • Adesão ao tratamento pós-operatório

Com o avanço da medicina e dos protocolos de cuidado, muitos pacientes retornam a uma vida ativa e com boa qualidade.

O transplante de fígado é uma alternativa segura e eficaz para pacientes com falência hepática. Embora envolva riscos, os avanços médicos tornam o procedimento cada vez mais seguro e acessível.

Sou cirurgião do aparelho digestivo no Rio de Janeiro e atuo em cirurgias hepáticas de alta complexidade. Se você tem indicação para esse tipo de procedimento ou precisa de uma avaliação especializada, agende sua consulta.

 

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Hérnia Umbilical: principais causas, sintomas, diagnóstico e tratamento

Hérnia Umbilical: principais causas, sintomas, diagnóstico e tratamento

A hérnia umbilical é uma protuberância que aparece na região do umbigo devido a uma falha na musculatura abdominal. Muitas vezes, ela demora a ser percebida e só se torna visível quando atinge um tamanho maior. Em alguns casos, pode causar dor, febre e inflamação, sinais de alerta que exigem avaliação médica.

Neste artigo, você vai entender as causas da hérnia umbilical, os fatores de risco, os sintomas mais comuns, como é feito o diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis.

O que é hérnia umbilical?

A hérnia umbilical acontece quando parte do intestino ou do epíploon (gordura intra-abdominal) atravessa uma abertura na parede abdominal enfraquecida, formando uma saliência visível no umbigo.

É uma condição relativamente comum em bebês, principalmente nos prematuros e de baixo peso, mas também pode afetar adultos que apresentam fatores de risco como obesidade, múltiplas gestações ou histórico de cirurgias abdominais.

Principais causas e fatores de risco

Entre os fatores que favorecem o surgimento da hérnia umbilical estão:

  • Falha no fechamento do anel umbilical após o nascimento

  • Prematuridade e baixo peso ao nascer

  • Obesidade e obesidade mórbida

  • Esforço físico excessivo ou carregar peso com frequência

  • Cirurgias abdominais prévias, que fragilizam a parede abdominal

  • Ascite (acúmulo de líquido no abdômen)

  • Múltiplas gestações ou gestação em mulheres com fraqueza da musculatura abdominal

👉 Esse problema é mais frequente em crianças, mas também é comum em adultos com sobrepeso ou em mulheres que passaram por várias gestações.

 

Sintomas da hérnia umbilical

O sinal mais evidente da hérnia umbilical é uma protuberância no umbigo, que se torna mais perceptível quando a pessoa está em pé, tosse ou faz esforço.

Outros sintomas podem incluir:

  • Dor localizada no abdômen

  • Sensação de peso ou desconforto no umbigo

  • Náuseas e vômitos (quando há complicação)

  • Vermelhidão, calor local e febre

  • Dificuldade para reduzir a hérnia manualmente

⚠️ Em casos graves, pode ocorrer o estrangulamento da hérnia, quando parte do intestino fica presa e o fluxo sanguíneo é comprometido. Essa situação é uma emergência médica.

Como é feito o diagnóstico?

Na maioria dos casos, o diagnóstico da hérnia umbilical é realizado pelo exame físico durante a consulta médica. O médico pode observar a protuberância e avaliar seu tamanho e características.

Em situações de dúvida ou suspeita de complicações, podem ser solicitados exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia abdominal, para confirmar o quadro.

 

Tratamento da hérnia umbilical

Embora algumas hérnias pequenas em bebês possam regredir espontaneamente, na maior parte dos casos o tratamento recomendado é cirúrgico.

As opções incluem:

  • Redução manual: em alguns casos específicos, a hérnia pode ser temporariamente empurrada de volta para a cavidade abdominal.

  • Cirurgia corretiva (hernioplastia umbilical): realizada por meio de uma pequena incisão no umbigo, unindo os músculos separados.

  • Uso de tela cirúrgica: em pacientes com musculatura enfraquecida, pode ser colocada uma prótese de tela para reforçar a parede abdominal e diminuir o risco de recorrência.

A cirurgia geralmente é simples, com boa recuperação e baixo índice de complicações quando realizada em condições adequadas.

 

A hérnia umbilical é uma condição comum que pode afetar tanto crianças quanto adultos. Embora muitas vezes seja assintomática, é importante estar atento a sinais de complicação como dor intensa, febre, náuseas ou vermelhidão no local.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, geralmente cirúrgico, são fundamentais para evitar riscos maiores e garantir qualidade de vida ao paciente.

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Posted by Dr. Douglas Bastos in Todos