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Cuidados no pré-operatório da cirurgia na cirrose hepática

Cuidados no pré-operatório da cirurgia na cirrose hepática

A cirrose hepática é uma condição aonde a função do fígado vai se deteriorando com o tempo.Quando um paciente apresenta as funções hepáticas bastante reduzidas, uma cirurgia pode ser fatal. Dessa forma, é necessário que o médico proceda com alguns cuidados no pré-operatório, a fim de detectar possíveis impedimentos ou preparar melhor o paciente com cirrose hepática antes de uma cirurgia.

Assim, para que a cirurgia aqui tratada tenha uma preparação adequada, primeiramente o médico avaliará o agravamento da cirrose, a natureza dela, complicações e o procedimento que será feito no paciente.

Ou seja, o profissional analisa o histórico médico e o exame físico do paciente. Com essas informações iniciais, são fornecidas pistas importantes sobre a atual situação da função do fígado do paciente. Também é importante identificar a natureza da cirrose.

É importante a classificação da função hepática de rotina pois, dessa forma, em caso de piora aguda, a equipe poderá ter um comparativo em relação ao pré-operatório. Para essa classificação podem ser usados os escore MELD e CHILD. Também é fundamental avaliar o porte da cirurgia que será realizada. Não é preciso dizer que apenas as cirurgias estritamente necessárias devem ser realizadas no paciente com cirrose hepática.

Os cuidados devem ser redobrados para evitar quadros como sangramentos por varizes de esôfago. Outras complicações como a encefalopatia, peritonite bacteriana, disfunção pulmonar e renal e ascite também devem ser evitadas.

Por isso, pacientes com quadro de cirrose hepática devem procurar uma equipe experiente para o tratamento. Além de cirurgião treinado, deve haver acompanhamento pré e pós operatório por um clinico experiente. Se possível a cirurgia deve ser realizada em hospital habituado com o atendimento à pacientes com cirrose hepática. 

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Colangiocarcinoma: principais sintomas e tratamentos

Colangiocarcinoma: principais sintomas e tratamentos

O colangiocarcinoma é um tipo de câncer que acomete o fígado, mais especificamente os ductos biliares. 

A doença pode apresentar sintomas ou ser assintomática até que chegue a um estágio mais avançado. Isso ocorre na dependência da localização deste tumor. O colangiocarcinoma, é considerado bastante agressivo – no entanto, raro. É observado mais frequentemente em pessoas com mais de 60 anos.

De acordo com a localização pode ser intra-hepático ou extra-hepático. Também pode ser classificado como central ou periférico.

Ainda não há estudos que comprovem quais são as causas específicas do câncer do ducto biliar. De qualquer forma, vacinar-se contra a hepatite, reduzir o consumo de álcool, parar de fumar e buscar manter o peso ideal podem ser formas de evitar o aparecimento da doença.

Conheça agora quais são os principais sintomas dessa patologia e como é feito o tratamento dela.

Sintomas do colangiocarcinoma

Os sintomas mais comuns observados em pacientes diagnosticados posteriormente com esse tipo de câncer são:

  • dor abdominal;
  • inchaço na barriga;
  • perda de peso sem motivo;
  • redução do apetite;
  • fraqueza;
  • cansaço.

Na maioria dos casos, não há nenhum sintoma mais expressivo que chame a atenção logo no estágio inicial da doença. Perda de peso, redução de apetite, fraqueza e cansaço podem ser relacionados a outros problemas, assim como a dor e o inchaço na região da barriga.

Quando a doença atinge um estágio mais avançado – ou quando está localizada na junção dos ductos hepáticos –, são observados três sintomas que apontam a suspeita do diagnóstico:

  • fezes com coloração que lembra barro;
  • urina bastante escura e densa
  • pele e branco dos olhos com cor amarelada (icterícia).

Tratamento do câncer dos ductos biliares

O câncer do ducto biliar só possui tratamento curativo enquanto a doença ainda não se espalhou. Nesse caso, é feita uma cirurgia para remover o tumor.

Poucos são os casos em que esse tipo de câncer é diagnosticado logo no começo e permite que apenas a cirurgia resolva o problema. Afinal, na maioria dos casos, os sintomas mais expressivos aparecem quando a doença já se espalhou e atingiu outras partes do fígado ou do corpo.

Quando diagnosticado tardiamente, o tratamento é feito com o intuito de amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente com câncer. Nesses casos, quimioterapia e radioterapia são recomendadas. A cirurgia dos ductos biliares também pode ser feita para o alívio dos sintomas. Apesar disso, o tratamento não visa a cura do colangiocarcinoma, mas, sim, proporcionar qualidade de vida ao paciente.

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Exames pré-operatórios para cirurgia de refluxo gastroesofágico

Exames pré-operatórios para cirurgia de refluxo gastroesofágico

Assim como qualquer outra cirurgia, o procedimento realizado para correção do refluxo gastresofágico também exige que sejam feitos alguns exames antes do procedimento.

O objetivo disso é que o paciente vá para a operação o mais preparado possível, de forma que seu médico tenha conhecimento de problemas que possam influenciar na cirurgia.

O tratamento cirúrgico é uma opção para aliviar os sintomas. No entanto, é indicado apenas em casos que, após outras opções de tratamento, não houve mudanças significativas nos sintomas.

Dentre os principais exames pré-operatórios que podem ser solicitados estão:

Exames gerais

São exigências gerais e estão ligados ao momento da cirurgia, a como se comporta o coração e como o paciente pode vir a reagir à anestesia. No caso, se referem a:

1. Hemograma;
2. Coagulograma;
3. Glicemia em jejum;
4. Ureia e creatinina;
5. Raio-x do tórax;
6. Eletrocardiograma;
7. Exame comum de urina (em alguns casos).

Exames específicos

Além dos exames gerais, são pedidos também alguns exames específicos, que têm por objetivo verificar as consequências que o refluxo tenha causado, fazer uma relação entre o problema e seus sintomas e analisar se existe outra doença que tenha causado o problema.

Esses exames envolvem:

1. Endoscopia digestiva

Seu principal objetivo é ver, através de uma pequena câmera, como se encontra o sistema digestivo, desde o esôfago até o estomago e o duodeno. É a partir desse procedimento que é possível avaliar os danos causados pelo refluxo e também descobrir se há alguma outra doença causando o problema. Dependendo do que for encontrado durante o exame, podem ser feitas também biopsias.

2. Manometria do esôfago

Esse exame serve para observar como estão as contrações do esôfago. Isso porque é através desse movimento que o alimento chega até o estomago. O objetivo da manometria é verificar se os músculos do esôfago estão trabalhando em conjunto. É solicitado com o objetivo de eliminar qualquer outra doença do esôfago que esteja causando o refluxo como um problema secundário.

3. pHmetria do esôfago

O exame tem como principal objetivo verificar se o refluxo é ácido ou não e irá registrar todos os episódios de refluxo ácido que o paciente apresentar. A ideia é entender se o ácido estomacal é realmente o responsável pelos sintomas do problema.

Agora você já sabe quais são os principais exames solicitados antes da cirurgia de refluxo gastroesofágico e o motivo pelo qual são importantes para a realização do procedimento.

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Carcinoma Hepatocelular: Sintomas, Causas e tratamento

Carcinoma Hepatocelular: Sintomas, Causas e tratamento

O carcinoma hepatocelular é um dos mais agressivos tipos de câncer existentes. Desenvolve-se no tecido hepático, nas suas células, que são os hepatócitos.

O carcinoma hepatocelular é consequência da transformação maligna do hepatócito. Assim como todos os tipos de câncer, a identificação dos fatores de risco e o diagnostico precoce são fundamentais para se conseguir os melhores resultados no tratamento deste tumor.  

Existem diversos tipos de tratamento para o carcinoma hepatocelular. A escolha do melhor método dependerá do estagio do tumor e das condições clinicas do paciente. A cirurgia do fígado, para retirada do tumor, é o melhor tratamento. Dependendo do tamanho e da localização, pode ser indicado o transplante de fígado para o carcinoma hepatocelular. Outros tratamentos não cirúrgicos incluem a embolização do tumor e o uso de quimioterapia.

O problema é que, apesar de existirem formas de rastreio que levam ao diagnóstico precoce, na maioria dos casos, ele é feito com a doença já em estágio avançado. Nesse caso, a perspectiva de vida é baixa.

Causas, sintomas e prevenção

Um aspecto positivo é que o hepatocarcinoma tem causas bem definidas. Está intimamente ligado à hepatite B e C, pode se desenvolver a partir de casos prolongados de cirrose hepática. O consumo excessivo de álcool é fator de alto risco.

Quanto aos sintomas, eles não aparecem rapidamente. Em estágios mais avançados, o médico pode apalpar uma massa no lado direito superior do abdômen. 

Por fim, é possível encontrar sinais de hepatocarcinoma em exames de sangue e imagem. O exame de imagem detecta a massa no lado direito alto do abdômen. No sangue, pode ter alteração de determinadas substâncias muito características desses tumores.

Além dessa massa, os dois sintomas associados ao carcinoma hepatocelular são: dor abdominal e perda de peso. Entretanto esses sintomas, por si só, pouco contribuem para a identificação da doença, já que podem estar associados a outras patologias.

Como, infelizmente, a maior parte dos casos são fatais, o melhor é evitar os fatores de risco, como a hepatite B e a hepatite C. Também é importante evitar fatores de risco para o desenvolvimento de cirrose hepática como, por exemplo, o consumo exagerado de álcool.

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Hepatectomia: como funciona o procedimento

Hepatectomia: como funciona o procedimento

A hepatectomia é uma cirurgia que visa à remoção de uma parte do fígado, retirada que pode chegar a até 75% do mesmo (a depender de cada caso). Fígados pouco saudáveis são mais problemáticos. Já em fígados sem condições crônicas, tais como colestases ou cirroses, é possível remover quantidades maiores do órgão. Na sequência, ele começa a se hipertrofiar, e a função que exerce volta ao normal, geralmente, entre 6 e 8 semanas depois da operação.

Neste artigo, trouxemos tudo o que você precisa saber sobre o procedimento cirúrgico. Vamos lá?

Quando a hepatectomia é indicada?

Essa cirurgia é indicada no tratamento de tumores primários que afetam o fígado, além de metástases hepáticas, tais como as oriundas dos tumores carcinoides ou colorretais.

Como funciona o procedimento?

Atualmente, a cirurgia é extremamente segura – e quase sempre realizada por via aberta. Em alguns casos é possível fazer a hepatectomia por vídeo como veremos adiante. 

Depois de realizada a inspeção no fígado (por completo) e em demais órgãos que compõem a cavidade abdominal, a cirurgia é iniciada.

Todos os vasos sanguíneos que entram e saem do fígado são isolados, de modo a proporcionar maior segurança na manipulação do órgão. Na sequência, a parte do fígado comprometida é removida.

Em meio à ressecção hepática, são adotadas práticas de segurança que diminuem a necessidade de hemotransfusão. Apenas para ilustrar, alguns exemplos são: técnicas de hipotensão controlada, exclusão vascular, coagulação com argônio e aspiração ultrassônica.

Finalizado o procedimento cirúrgico, um dreno é instalado nas proximidades da superfície de onde o órgão foi cortado, de modo a monitorar o possível vazamento de bile e sangramentos.

É possível realizar a hepatectomia por vídeo?

Sim. Em alguns casos, a hepatectomia videolaparoscopica pode ser realizada, a depender de 2 fatores: tamanho e localização do nódulo que será removido do órgão.

A cirurgia funciona da mesma maneira, porém por meio de pequenos cortes, realizados na parede do abdômen. São inseridos no interior da cavidade abdominal instrumentos especiais e uma câmera de vídeo, para que seja efetuada a operação.

A ultrassonografia transoperatória também pode ser essencial para que os nódulos sejam identificados corretamente durante o procedimento cirúrgico.

Informações adicionais

O tempo médio de duração de cirurgia é entre 3 e 4 horas, mas é impossível prever o tempo exato, visto que depende das especificidades de cada indivíduo.

O procedimento possui algumas contraindicações, as mais comuns são:

  • doença extra-hepática metastática inoperável;
  • desnutrição em níveis elevados;
  • função hepática ou do sistema cardiopulmonar comprometida.

Como é a recuperação?

Após a cirurgia, o paciente fica 24 a 48 horas na UTI. Isso ocorre para que seja monitorada a função hepática e possíveis sangramentos. Após esse período, o paciente retorna para o quarto e volta a se alimentar pela boca. Antes da alta, o dreno é retirado na maioria dos casos. A função do fígado é estabilizada entre 6 e 8 semanas após a cirurgia.

Agora você já sabe como funciona a hepatectomia, assim como algumas indicações e outras características do procedimento.

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Hepatectomia: como é o pós-operatório

Hepatectomia: como é o pós-operatório

A hepatectomia é a cirurgia para a remoção de uma parte do fígado. O procedimento é recomendado a pacientes diagnosticados com tumor primário e àqueles com metástase hepática, originadas de outros tumores. Realizada em centro cirúrgico bem estruturado, a hepatectomia é uma operação considerada segura. 

A cirurgia do fígado pode ser realizada pelo método convencional ou por videolaparoscopia. Na hepatectomia convencional ou por via aberta, o cirurgião faz uma incisão transversal na área superior do abdômen para alcançar a parte do fígado a ser operada. O corte acompanha o arco das costelas.

A hepatectomia laparoscópica é um procedimento menos invasivo porque, ao invés de cortes, o cirurgião só precisa fazer pequenos furos para introduzir os instrumentos cirúrgicos. Com isso, o processo de recuperação é mais rápido e menos doloroso. Porém, a hepatectomia videolaparoscópica não é indicada para todos os casos. Tudo depende da localização do tumor.

O procedimento é guiado pelo aparelho de ultrassonografia. Pode ocorrer de o médico, durante a cirurgia, localizar outros nódulos que não foram identificados através da ressonância magnética ou tomografia computadorizada prévias.

Pós-operatório da hepatectomia

A hepatectomia é um procedimento seguro, mas muito delicado, pois o fígado é um órgão repleto de vasos sanguíneos. A habilidade do médico é crucial para evitar a hemorragia e vazamento de bile durante e após a operação. Em média, a cirurgia é concluída em até quatro horas.

As principais complicações da hepatectomia são: hemorragia, vazamento de bile, insuficiência hepática, trombose venosa profunda, tromboembolismo pulmonar, pneumonia e infecção.

Ao sair do centro cirúrgico, o paciente permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por um ou dois dias. Esse prazo é necessário para avaliar as funções hepáticas, após a cirurgia. Se não houver intercorrência grave durante e logo após a cirurgia, o paciente deverá permanecer internado por uma semana.

A maior parte dos pacientes começam a se alimentar por via oral um dia depois da hepatectomia. É essencial seguir as recomendações médicas com relação à dieta, repouso e consultas. O paciente não deve fazer esforço físico enquanto não receber alta médica.

Nem todos os pacientes são elegíveis à hepatectomia. Se, além do câncer, o paciente tem cirrose, a operação só será realizada se o tumor for muito pequeno, devido ao risco de o fígado não conseguir retomar as principais funções. 

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Nódulo hepático: diagnóstico e tratamento

Nódulo hepático: diagnóstico e tratamento

É muito comum que os tecidos e órgãos do corpo humano desenvolvam alguns tipos de problemas ao longo da vida. Na superfície desses tecidos ou órgãos, é possível que surjam massas que podem ser malignas ou benignas. Quando a área do corpo atingida é o fígado, é frequente aparecer um nódulo que é chamado de nódulo hepático.

O nódulo hepático possui diversas origens e características. Ele pode ser o indício de algum problema de saúde ou pode não representar nenhum perigo. Em alguns casos, eles aparecem de maneira isolada, como se fossem uma lesão única. Porém, em outras situações, mais graves, os nódulos se espalham por todo o órgão. Dessa forma, é importante que o nódulo hepático seja avaliado por um especialista.

Qual a causa do seu surgimento?

O nódulo hepático é considerado uma anomalia, muitas vezes encontrada em exames de rotina. Por isso a massa só é identificada após a realização de exames de imagem como, por exemplo, o ultrassom de abdome. Para o diagnóstico avançado do nódulo hepático são realizados exames de sangue e ressonância magnética. Isso permitirá o especialista a determinar a origem e localização do nódulo, além de definir  a melhor forma de tratamento para o caso.

Nem sempre o nódulo hepático é primário do fígado. É muito comum que tenha sua origem em outros órgãos do corpo e tenha se alastrado até o fígado.  Além disso, alguns hábitos ruins que adquirimos no cotidiano podem contribuir para o surgimento do nódulo hepático, como ingerir bebidas alcoólicas em excesso, a falta da prática de exercícios físicos regularmente e também a má alimentação.

Conheça o tratamento

Quando o paciente está com um nódulo benigno, é muito comum que ele não sinta nenhum tipo de sintoma ou efeito colateral causado pelo problema. Porém, é importante sempre acompanhar e ficar atento ao tamanho do nódulo. Em algumas situações, esse aumento pode causar dores na área do abdômen e das costas.

No caso do nódulo maligno, é mais comum que o paciente apresente alguns sintomas, como a perda rápida de peso, a perda da vontade de comer e febre constante. Nessas situações, é provável que os sintomas estejam indicando um tumor no fígado ou uma metástase hepática.

Na maioria dos casos, o tratamento para o nódulo hepático maligno é feito por um procedimento cirúrgico. Porém, para que isso seja confirmado, o médico deve realizar todos os exames necessários para identificar o problema, sua gravidade e ter a convicção de que a cirurgia realmente é o passo que deve ser dado para o tratamento desse problema.

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Acesso venoso central: o que é e quando é realizado

Acesso venoso central: o que é e quando é realizado

O Acesso Venoso Central é um procedimento médico delicado recomendado para a medicação de remédios que não podem ser ingeridos ou inseridos convencionalmente na veia. Normalmente é indicado em cirurgias de grande porte ou naqueles pacientes mais graves, internados em unidades de terapia intensiva. Além da melhor administração de medicamentos, o acesso venoso central também permite uma melhor monitorização do paciente, o que permite melhor segurança e qualidade do tratamento.

O que é?

Para o tratamento de determinadas doenças, o corpo necessita de medicamentos que não conseguem ser administrados pela boca ou pela veia de modo convencional. Por isso, o indivíduo precisa ter esses fármacos inseridos em seu organismo diretamente nas veias centrais. Isso acontece por meio de cateteres de calibre grosso que vão introduzir o medicamento no pescoço, pouco acima do tórax pela veia jugular interna. Pode ainda ser pela veia femoral, agindo na virilha ou na veia subclávia, abaixo da clavícula. No caso de uma cirurgia de grande porte, essa introdução é realizada com o paciente já anestesiado.   

Quando realizar?

Os médicos especialistas optam pelo Acesso Venoso Central se verificadas algumas dificuldades nos procedimentos convencionais, como a administração de remédios com soluções irritantes ou concentradas. Outro motivo frequente é a inacessibilidade de veias periféricas, comum em pacientes com doenças crônica. Em alguns casos, o acesso venoso central é requerido para Nutrição Parenteral, isso é, quando o indivíduo necessita receber a dieta direto na veia. Também é realizado para hemodiálise, quimioterapia, inclusão de marca-passo temporário e monitoramento hemodinâmico.

Riscos do Acesso Venoso Central

O método é aparentemente simples. Mas ele precisa ser realizado por médicos capacitados e experientes. Como todo procedimento, ele não é isento de riscos e complicações.  Um dos principais riscos é a criação de coágulos, trazendo problemas de trombose à pessoa. A presença do cateter pode também ser sítio de infecções. As complicações variam de acordo com a região onde o acesso venoso central é aplicado. Um estudo de 2015 publicado pela revista New England Journal of Medicine indica que o cateter inserido pela veia subclávica apresenta menos riscos de infecção da corrente sanguínea e de eventos trombóticos.

Cuidados médicos

Esse processo deve ser realizado por médicos com vasta experiência. O conhecimento prático e teórico aqui é indispensável para o manuseio dos equipamentos utilizados no procedimento. É importante que não só o profissional médico seja cauteloso, mas toda a equipe de enfermagem, pois qualquer que seja o descuido, pode acarretar em consequências graves no paciente. Na realização do acesso venoso central, é preciso estar atento a possíveis infecções do cateter, tendo que ser trocado dependendo do estado clínico do paciente. Os curativos devem ser substituídos periodicamente. Para que se reduza a incidência de tromboses, inflamações, secreções ou febre será preciso uma estratégia multiprofissional de cuidados ao paciente.

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Cirurgia minimamente invasiva: o que é e quais são seus benefícios

Cirurgia minimamente invasiva: o que é e quais são seus benefícios

A maioria das pessoas tem medo de realizar cirurgias em qualquer região do corpo. Esse medo se justifica pelos grandes cortes, dores e cicatrizes que esses procedimentos cirúrgicos podem causar. Porém, com o avanço da medicina, diversos métodos pouco invasivos estão sendo desenvolvidos e aperfeiçoados, para evitar os grandes cortes e os longos tempos de recuperação após a realização de procedimentos cirúrgicos. Esses métodos são chamados de cirurgia minimamente invasiva.  

Uma cirurgia minimamente invasiva tem como principal objetivo resolver o problema de saúde em questão sem agredir o organismo do paciente, trabalhando para preservar a anatomia da melhor maneira possível. Porém, esse tipo de procedimento só é realizado quando realmente for considerado eficiente para tratar a doença. Afinal, de nada adianta o método deixar uma cicatriz pequena se o problema de saúde não for tratado da maneira correta. Mas quais são as principais vantagens de se realizar uma cirurgia minimamente invasiva?

Ao realizar esse tipo de procedimento, o paciente diminui o tempo de recuperação após a operação. Além disso, as chances de complicações diminuem, a cicatriz cirúrgica é reduzida consideravelmente e as dores sentidas depois da cirurgia também são reduzidas. Porém, apesar de parecer a opção ideal para todo mundo, nem sempre o procedimento minimamente invasivo será a solução do seu problema. Por isso, somente um especialista poderá afirmar se a opção por esse método tratará a doença em questão da melhor maneira possível e aumentará as chances de cura do paciente. Em algumas situações, as cirurgias convencionais ainda podem ser a melhor solução para determinados casos.

Aplicações da cirurgia minimamente invasiva

Cada dia mais, as cirurgias minimamente invasivas estão sendo utilizadas para tratar doenças gastroesofágicas, no figado, vias biliares, pâncreas e intestino. Diversos procedimentos pouco invasivos já foram desenvolvidos e aperfeiçoados para trazer melhores resultados para pacientes que sofrem com problemas nesses órgãos.

Com o uso de uma avançada tecnologia, a laparoscopia faz pequenos furos na parede abdominal para tratar o paciente, diminuindo os riscos de infecção e reduzindo o tempo de recuperação após o procedimento. Com essa técnica, é possível acessar e tratar os principais órgãos do abdome de forma eficaz e segura. Além disso, a cirurgia minimamente invasiva traz mais conforto e segurança para os pacientes que realizam esse tipo de procedimento.

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2 formas de tratar a hérnia umbilical

2 formas de tratar a hérnia umbilical

A hérnia umbilical é um problema de saúde caracterizado principalmente como uma protuberância anormal que surge na área do umbigo. É muito comum que a hérnia umbilical ocorra, principalmente em bebês, surgindo exatamente na parte em que está localizada a cicatriz umbilical. Isso geralmente acontece quando uma alça intestinal, ou um conteúdo de gordura, faz a travessia do tecido muscular da criança. Bebês prematuros ou os que nascem com peso mais baixo são mais propensos a desenvolverem esse tipo de problema.

A hérnia umbilical é mais comum do que podemos imaginar. Na maioria dos casos, a hérnia aparece quando os músculos da linha média da região abdominal não se unem de maneira completa. No caso de pessoas adultas, as causas são mais variadas. A principal delas é o excesso de pressão na região do abdômen. Além disso, o excesso de peso, a presença de líquidos na cavidade abdominal, gestações seguidas e complicações de cirurgias abdominais anteriores também podem causar a hérnia umbilical.

Tanto em adultos, quanto em crianças, o principal sintoma da hérnia umbilical é a ocorrência de uma protuberância na região do umbigo. Geralmente não causa nenhum tipo de dor, sendo considerada assintomático. As hérnias podem ter tamanhos variados, porém, dificilmente ultrapassam os 3 centímetros de diâmetro.

Tratando a hérnia umbilical

Mesmo que, na maioria das vezes, a hérnia umbilical não demonstre sintomas, em casos mais graves é possível que ela traga alguns problemas. Nos bebês, pode causar vômito e muita dor. Em adultos, muito inchaço e torna-se dolorida. Quando esses sintomas são identificados, deve-se procurar ajuda médica imediata. Dessa forma, todos os exames necessários serão realizados e o profissional poderá fazer um diagnóstico rápido.

Existem duas formas principais de tratamento para a hérnia umbilical. A primeira delas é feita por meio de dispositivos de apoio. Esses dispositivos são aplicados na hérnia e visam empurrar o tecido saliente novamente para dentro do abdômen, diminuindo o desconforto causado pela protuberância e aliviando os sintomas. A segunda forma de tratamento é o procedimento cirúrgico. Na maioria dos casos, a hérnia umbilical é tratada por meio de uma cirurgia. Ela é recomendada tanto para a hérnia umbilical que aparece em adultos quanto em crianças. Visa, principalmente, acabar com as dores e evitar complicações que poderiam ser causadas pela protuberância na região do umbigo.

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