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Câncer colorretal: principais causas e tratamentos

Câncer colorretal: principais causas e tratamentos

O câncer colorretal é aquele que engloba os tumores que afetam a região do cólon (intestino grosso) e reto. A incidência dele é uma das mais expressivas em todo o mundo. Quando descoberto precocemente e antes da metástase (quando se espalha para demais órgãos), pode ser tratado e, em grande parte dos casos, curado.

É comum que o tumor nessa área se inicie a partir de lesões benignas que se desenvolvem na parede interna do cólon, sendo elas conhecidas como “pólipos”. Sendo assim, a melhor forma de preveni-lo é descobrindo e removendo esses pólipos antes que se tornem malignos.

De acordo com os mais recentes dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que surjam 36 mil novos casos desse tipo de câncer e que haja 15 mil mortes em razão dele por ano no Brasil.

A seguir, confira mais sobre o câncer de cólon.

Causas do câncer colorretal

O câncer de cólon pode ser causado por fatores ambientais, genéticos, dietéticos ou de risco. São os principais deles:

  • pólipos: pólipos são tumores benignos que se desenvolvem na parede uterina;
  • obesidade e diabetes;
  • idade: o câncer de cólon acomete em igual proporção mulheres e homens, geralmente com mais de 50 anos;
  • consumo de bebidas alcoólicas ou cigarro em excesso;
  • presença de doença autoimune inflamatória no intestino (DII);
  • histórico familiar da doença;
  • Outras doenças, como a síndrome de Lynch.

Quais são os sintomas?

Nos estágios iniciais da doença, é possível que o paciente não sinta nada. Quando aparecem, os sinais também variam – o que vai depender da localização e do tamanho do tumor no intestino grosso.

Os mais comuns sintomas, independentemente do grau da doença, são:

  • desconforto constante na região abdominal, que se manifesta por meio de dores, gases ou cólicas;
  • fezes em fita ou pastosas, com tonalidade mais escura;
  • mudança nos hábitos do intestino, com ocorrência de constipação ou diarreia;
  • fadiga, fraqueza ou perda de peso sem outras causas aparentes;
  • sangue na região retal;
  • sensação de dor interna na área, como se o esforço para evacuar fosse desnecessário;
  • vômitos e náuseas.

Métodos preventivos

De acordo com o próprio Inca, para prevenir o surgimento da doença é importante seguir algumas recomendações:

  • manter alimentação equilibrada, com alta concentração de fibras, verduras e frutas;
  • praticar exercícios físicos;
  • controlar o consumo de substâncias alcoólicas, carne vermelha e processada;
  • acompanhar a saúde do cólon em casos de histórico na família.

Tratamentos

O tratamento inicial para o câncer colorretal é cirúrgico – por meio da remoção da área afetada e dos nódulos linfáticos nas proximidades. Na sequência, o tratamento é radioterápico (com ou sem associação com a quimioterapia, o que vai depender de cada caso). O tratamento depende ainda da extensão, da localização e do tamanho do tumor.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como especialista em cirurgia digestiva no Rio de Janeiro!

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8 alimentos que quem tem gastrite não deve comer

8 alimentos que quem tem gastrite não deve comer

Quem tem gastrite sabe que o dia a dia não é nada fácil. O desconforto estomacal pode variar entre dor, enjoo, azia e estufamento — sensações que tiram o ânimo e o humor de muitas pessoas que passam pelo problema.

No entanto, uma alimentação adequada pode amenizar os incômodos, devolvendo um pouco de qualidade de vida para o paciente. Neste caso, a restrição de alimentos que irritam a mucosa estomacal é fundamental. 

Neste post, listaremos 10 tipos de alimentos devem ser evitados por quem sofre desse mal. Confira!

1. Café

A gastrite é caracterizada pelo aumento na produção do ácido gástrico, provocando lesões na parede do estômago, e a cafeína é uma substância altamente irritante para a mucosa. Uma boa opção para quem ama café é consumir os descafeinados durante o tratamento.

2. Bebida alcoólicas

O álcool é outra substância extremamente irritante para a mucosa estomacal. Seu abuso pode piorar o quadro de inflamação provocado pela gastrite.

3. Frutas cítricas

Muitas pessoas que têm gastrite reclamam de dor ao consumir frutas cítricas, como laranja e limão. Isto acontece em função do alto índice de acidez que elas apresentam. Inclusive, qualquer alimento que possua acidez alta pode acarretar o agravamento de sintomas.

4. Carnes embutidas

Qualquer comida que tenha passado por algum processo de industrialização recebe substâncias que elevam o nível de acidez estomacal. Por isso, são altamente contraindicadas para que sofre com a alta produção de ácido gástrico.

5. Chiclete e bala

Enquanto mastigamos chicletes e balas, nosso estômago produz suco gástrico achando que receberá um alimento que não chega. Com isso, o ácido fica sem função no estômago, lesionando os tecidos internos.

6. Alimentos muito apimentados e condimentados

Pimenta, molho shoyu, catchup, mostarda e molhos prontos causam forte irritação para quem sofre com o distúrbio, podendo ocasionar dor e desconforto abdominal. 

7. Frituras

O alto teor de óleo absorvido pela fritura é nocivo para quem sofre desse mal, principalmente se o óleo for reutilizado. O ideal é evitar o consumo de alimentos fritos durante o tratamento.

8. Refrigerante

Bebidas gaseificadas como o refrigerante, além de terem alto índice de açúcar e componentes químicos, podem piorar a irritação no estômago, provocando até refluxo gastroesofágico. O hábito de consumir refrigerante deve ser retirado da rotina de quem está tratando a doença.

A manutenção de hábitos saudáveis, além de prevenir que a gastrite se torne crônica, pode significar a ausência do problema por um bom tempo. No entanto, antes de mais nada, converse com o seu médico. É importante inicialmente diagnosticar, ver em que grau está e seguir corretamente o tratamento prescrito. Certamente uma dieta adequada será incluída.

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Cálculos no organismo: tipos, causas e tratamento

Cálculos no organismo: tipos, causas e tratamento

Quando falamos em cálculos no corpo humano, estamos nos referindo às pedras que podem surgir nos rins e na vesícula. Elas são formadas por sais de diversas substâncias, incluindo cálcio, amônio, fósforo, aminoácidos, ácido úrico e colesterol. Quando elas surgem no organismo, podem causar uma série de complicações, muitas vezes com a presença de dor intensa.

Cálculos renais

As pedras nos rins são as mais conhecidas e mais comuns. São massas de cristais que aparecem quando o organismo não está hidratado o suficiente, já que a falta de água não permite que os sais se dissolvam. Apesar do nome, elas podem aparecer também em outros órgãos do trato urinário além dos rins. Existem quatro principais tipos de formação dessas pedras, além de outras extremamente raras. São eles:

  • Cálcio: frequente, concentra uma grande quantidade de cálcio, mas pode se unir a outras matérias. Ocorre mais em homens, entre os 20 e 30 anos.
  • Ácido úrico: mais raros, concentram muito ácido úrico e muitas vezes estão associados a fatores genéticos, gota ou quimioterapia.
  • Cistina: ocorre em pessoas que têm cistinúria, doença renal hereditária.
  • Estruvita: ocorre principalmente em quem sofre com infecção urinária, especialmente mulheres. Podem bloquear rins, ureter ou bexiga.

A maior causa do cálculo renal é a pouca ingestão de água. Existem, entretanto, fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolvimento desse problema, como histórico familiar, obesidade, dietas com muito sal e sódio e doenças do trato digestivo ou urinário.

Os sintomas incluem dor intensa e variável na região do abdômen inferior e lombar, náuseas e vômitos, pouca urina mesmo com vontade, ardência para urinar e sangue na urina. O tratamento mais simples é beber muita água e tomar analgésicos, enquanto que nos casos mais complicados pode ser necessária uma intervenção cirúrgica.

Cálculos biliares

As pedras na vesícula são formadas, principalmente, de colesterol, mas também podem contar com outras substâncias. A função deste órgão é produzir a bile, que participa ativamente do processo de digestão dos alimentos. Quando o corpo produz mais colesterol do que a bile consegue dissolver, há a formação das massas e elas podem impedir a bile de ir para o intestino.

Mulheres têm esse tipo de cálculo mais frequentemente do que homens, já que a produção de estrogênio também altera a produção da bile. Os sintomas incluem dor intensa e súbita no abdômen (geralmente após as refeições), icterícia (pele e olhos amarelos), náuseas, vômitos e febre. O tratamento é através da cirurgia de retirada da vesícula, realizada por técnica minimamente invasiva por videolaparoscopia.

Tanto nos cálculos renais quanto nos biliares, as pedras podem ter diversos tamanhos e formas. Na vesícula, é possível que exista apenas uma ou centenas delas. Por isso, é fundamental procurar um médico para avaliar a situação e recomendar o melhor tratamento.

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5 dicas para combater a gordura no fígado

5 dicas para combater a gordura no fígado

A esteatose hepática é uma doença caracterizada pelo excesso de gordura no fígado. Os hepatócitos, que são as células que formam o órgão, ficam mais sobrecarregados de gordura, impossibilitando a realização de várias ações que o fígado se responsabiliza em executar. Capacidade de regeneração, produção de bile e processamento de substâncias, proteínas e nutrientes são alguns exemplos dessas atividades.

Esse quadro negativo, entretanto, é reversível: há mudanças de hábito que vão minimizando a taxa de gordura no órgão. Quer você enfrente obesidade, quer seja uma pessoa magra que absorve substâncias prejudiciais muito rapidamente, o tratamento consiste em seguir algumas orientações centrais que irão preservar a saúde do seu fígado. Veja quais são elas:

Consuma boas gorduras

Muitos especialistas falam dos perigos das gorduras trans e saturadas e o cuidado realmente tem fundamento. Priorize a ingestão de alimentos com gorduras saudáveis como peixes, grãos, azeite e castanhas. Isso ajudará a repor a taxa de ácidos graxos e ainda vai auxiliar no emagrecimento.

Evite consumir carboidratos

Carboidratos se transformam facilmente em gordura e se acumulam no fígado muito rapidamente. Consuma pães, bolos e massas com moderação. Se possível, prefira as massas integrais.

Pegue leve com frituras e alimentos industrializados

Alimentos com uma taxa muito grande de corantes e conservantes tendem a ter um nível muito alto de gordura saturada. Fique atento com produtos industrializados e evite comidas fritas e muito gordurosas. Não que seja proibido o consumo desses produtos, mas coma sabiamente e com moderação.

Aposte em fibras na dieta

As fibras possuem um baixo valor calórico e dão fôlego ao fígado para se regenerar e desinflamar. Além disso, elas ajudam a eliminar mais facilmente as gorduras pelo intestino, fazendo com que o corpo se torne mais limpo das substâncias nocivas. Aveia e farelo de trigo podem substituir outros produtos usados no dia a dia.

Coma muitos vegetais

Os vegetais são ótimos desintoxicantes. Eles não só fornecem substâncias saudáveis ao corpo como também ajudam o organismo a retirar qualquer impureza ou acúmulo de determinado teor de gordura. A gordura no fígado, nesse caso, é facilmente reduzida e o corpo emagrece com praticidade. Nabos, brócolis, repolho, couve e alface são alguns dos vegetais que mais ajudam nesse sentido.

 

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Hérnia abdominal: sintomas, causas e tratamentos

Hérnia abdominal: sintomas, causas e tratamentos

A hérnia abdominal é um dos problemas de saúde mais comuns e ocorre quando um órgão “invade” um local indevido, causando um caroço na barriga. Dependendo do tamanho, pode ou não apresentar dores e sinais no corpo. É corrigida em cirurgias e tende a não aparecer mais. A invasão da víscera se dá quando uma parede abdominal está enfraquecida ou há um rompimento muscular na área. Há alguns lugares que isso ocorre com mais frequência, como o umbigo e a virilha, criando diferentes tipos de hérnia.

Causas da hérnia abdominal

As hérnias abdominais surgem por excesso de esforço em locais previamente enfraquecidos. Por isso, a pessoa que pratica atividades físicas com muito de peso ou aquela que tem o hábito de portar mochilas ou bolsas pesadas está no grupo de risco. Pode acontecer também em mulheres que passam por gestações seguidas, já que a região do abdômen é mais exigida, e com pessoas com fortes e longas tosses ou que se esforçam muito para defecar ou urinar.

Atenção aos sintomas!

A hérnia abdominal é caracterizada pela presença de um inchaço ou caroço na barriga, o chamado saco herniário. É o sinal de que o intestino está rompendo uma musculatura. Não é raro que esse rompimento seja assintomático e, dependendo do caso, pode fazer com que o saco herniário varie de tamanho. Contudo, nos casos em que os sintomas são evidentes, é preciso que o paciente procure logo uma ajuda médica. Dor forte e vermelhidão no abdômen (ou apenas no lugar do caroço), náuseas e vômitos são os sinais mais recorrentes de agravamento do problema.

Como tratar a hérnia abdominal?

O melhor método para se corrigir o problema é a cirurgia. Em casos menores, sem dor ou incômodo estético, pode apenas ser observado. Quando o procedimento cirúrgico for necessário, o paciente passará por anestesia e terá uma abertura no local da hérnia abdominal. O órgão será “empurrado” para seu lugar e, em seguida, a abertura será suturada. Existem pessoas que possuem os músculos da barriga bem fracos. Nesse cenário, haverá a possibilidade de se colocar uma tela na região para reforçar a parede muscular. Dificilmente o problema volta, sendo reincidente em apenas 1% dos casos.

Pós-operatório

Após a operação, o paciente ficará em observação por até um dia, sendo medicado por analgésicos. Algumas horas depois da cirurgia, será liberado para fazer pequenas atividades do cotidiano e caso não haja complicações poderá receber alta no mesmo dia. Após a saída do hospital, é necessário evitar atividades físicas, levantar pesos acima de 5kg e dirigir carros. Isso porque o tempo de maior incômodo na região operada é de 10 a 12 dias, período ideal para que se retorne ao médico para realizar uma revisão cirúrgica e a retirada dos pontos.

Dicas

A hérnia abdominal geralmente não traz complicações e pode até mesmo não ser sentida. Alguns cuidados farão que as chances de ocorrência diminuam. Ficar em dia com seu peso, evitar erguer pesos com muita frequência e manter um cardápio que possua fibras são dicas preciosas. Caso você já a possua, é importante que não a pressione, seja por faixas ou mesmo com as mãos.

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Câncer de pâncreas: 6 fatores de risco

Câncer de pâncreas: 6 fatores de risco

O câncer de pâncreas é uma doença que não costuma afetar pessoas que tenham menos de 30 anos de idade. Por outro lado, é muito mais recorrente em quem tem mais de 50 anos, principalmente em quem tem entre 65 e 80 anos.

Há uma série de fatores de risco para essa doença e muitos deles são desconhecidos por boa parte das pessoas. A seguir, listamos os 6 mais comuns e importantes dentre eles.

Fatores de risco para o câncer de pâncreas

1. Fumo

O fumo é considerado um dos principais fatores de risco. A Medicina já sabe que pessoas que fumam têm 2 ou 3 vezes mais chances de desenvolver a doença. Existem estimativas que apontam que até um terço dos registros de câncer no pâncreas seja causado pelo vício em cigarro.

2. Raça

Pessoas negras são mais suscetíveis a desenvolver a doença do que pessoas brancas. Há o conhecimento estatístico sobre isso, mas até pesquisadores e cientistas ainda não conseguiram compreender muito bem os reais motivos.

3. Histórico familiar

Em determinados casos, o histórico familiar pode aumentar o risco de a pessoa desenvolver câncer de pâncreas, provavelmente devido à ocorrência de alguma síndrome hereditária. Aqui também entram os fatores genéticos, ainda raros e não muito estudados pela Medicina.

4. Pancreatite crônica

Indivíduos que são portadores de pancreatite crônica, seja ela alcoólica ou não alcoólica, têm 10 vezes mais chances de desenvolver a doença em comparação com aqueles que nunca tiveram essa condição.

5. Radioterapia

Aqui, o fator de risco para a doença se dá quando a pessoa passou por processos de radioterapia na área onde o pâncreas está localizado.

6. Diabetes tipo 2

As próprias características do desenvolvimento do câncer de pâncreas podem levar a pessoa a ter diabetes, pois a produção de insulina do órgão é prejudicada.

Por outro lado, existem estudos que apontam que, com o passar dos anos, pacientes que são portadores de diabetes mellitus tipo 2 têm maiores chances de ter a doença.

Estar atento a esses fatores de risco é fundamental para cuidar melhor da saúde e saber quando o médico deverá ser consultado. É importante considerar que os indivíduos que se encontram em uma ou mais categorias devem manter uma rotina de visitas ao médico.

Lembrando que o câncer de pâncreas não costuma apresentar muitos sinais em sua fase inicial. Ainda assim, o diagnóstico precoce é possível, uma vez que existem diversos exames que podem auxiliar com essa finalidade.

Além disso, sinais com perda de peso, vômitos, náuseas, sangramentos, urina escura e pele amarelada devem ser considerados com atenção por quem se encontra em um dos grupos de risco, pois eles são indicativos de que pode haver câncer de pâncreas.

No mais, vale muito a pena se cuidar para prevenir essa doença. Coisas simples, como evitar o cigarro e o consumo de álcool, cuidar para manter o peso ideal e manter uma alimentação equilibrada são úteis para a prevenção do câncer de pâncreas e de uma série de outras doenças que podem reduzir a qualidade de vida e a autonomia das pessoas.

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O que é adenoma hepatocelular?

O que é adenoma hepatocelular?

Também conhecido como adenoma hepático, o adenoma hepatocelular é um tipo raro de tumor benigno do fígado. Muitas vezes é confundido com câncer, porém não se trata da mesma doença.

A incidência anual é estimada em um caso por milhão, sendo mais comum aparecer em mulheres entre os 20 e 50 anos, após uma gravidez ou devido ao uso prolongado de anticoncepcional oral. Isso se explica pela origem desse problema estar ligado a níveis alterados de hormônios.

Os tumores apresentam, em média, de 5 a 15 cm. Aproximadamente 80% são solitários e de 12 a 30% múltiplos. Quando há presença de mais de 10 tumores benignos no fígado a doença é chamada de adenomatose.

Causas

A causa está relacionada à ingestão de hormônios, principalmente anticoncepcionais hormonais. A incidência do adenoma hepático pode ser decorrente também de:

  • Uso de anabolizantes;
  • Doença do acúmulo de glicogênio;
  • Diabetes mellitus;
  • Gestação;
  • Mutação genética.

Sintomas do adenoma hepatocelular

Geralmente assintomático, esse tipo de tumor benigno é descoberto acidentalmente durante a realização de exames de rotina ou em intervenções cirúrgicas de outros problemas.

No entanto, algumas pessoas podem sentir a presença de uma dor leve e constante na região superior direita do abdômen. Eventualmente, pode haver sangramento ou uma massa no abdômen.

Existe o risco de o tumor se romper devido ao aumento excessivo de tamanho ou trauma direto no fígado, por exemplo, o que pode levar a hemorragias maciças. Outra possibilidade é de desenvolvimento de câncer, uma complicação ainda mais rara, mas que pode acontecer quando ele continua crescendo, podendo sofrer uma mutação para um câncer. Por isso, a maioria dos especialistas recomenda a remoção do cisto.

Tratamento

Como ele é quase sempre benigno, a principal forma de tratamento consiste em fazer vigilância constante do tamanho do tumor por meio de exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética ou ultrassonografia.

Caso o adenoma surja em mulheres que estão em uso contínuo de anticoncepcional, o médico pode aconselhar interromper o uso e optar por outro método contraceptivo, já que a pílula utilizada pode estar contribuindo para o desenvolvimento do tumor. Com a troca de medicação ou interrupção do uso, há a possibilidade de regressão espontânea de lesões pequenas.

Se ele crescer ao longo do tempo ou se tiver com mais de 5 cm, existe um maior risco de romper ou desenvolver câncer, chamado de carcinoma hepatocelular. Por estes motivos, é comum que o médico recomende fazer uma cirurgia para remover a lesão e evitar que possam surgir complicações.

Nesse caso, é indicada a cirurgia de ressecção para o adenoma hepatocelular, que pode ser feita por via aberta ou via laparoscópica, modo menos invasivo. O transplante de fígado pode ser uma opção em casos de tumores irressecáveis e em doentes com múltiplos adenomas.

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Tudo que você deve saber sobre transplante de fígado

Tudo que você deve saber sobre transplante de fígado

Possui dúvidas quanto ao transplante de fígado? O fígado é um importante órgão do sistema digestivo e é também a maior glândula do corpo humano. Com aproximadamente 1,5 kg em adultos, é responsável por mais de 200 funções metabólicas.

Assim como outras partes do corpo, o fígado pode adoecer, existindo doenças hepáticas agudas e crônicas. E ambas merecem atenção! As principais enfermidades hepáticas incluem lesões causadas por medicamentos ou pelo consumo abusivo de álcool, além de infecções por vírus da hepatite A, B ou C, esquistossomose, esteatose hepática não alcoólica, entre outras condições.

Determinadas doenças do fígado podem resultar em insuficiência hepática e acabar desencadeando o falecimento do órgão. Mas não é o fim, embora o fígado seja um órgão vital. Nesse caso, a solução está no transplante. Continue lendo o artigo e descubra tudo que você precisa saber acerca do assunto.

Quais são os tipos de transplante de fígado?

Há dois tipos de transplante de fígado: por meio de doador vivo ou de doador morto. No caso do doador vivo, o procedimento se baseia em retirar porção do órgão saudável para transplantar no paciente receptor com doença hepática terminal. Em caso de doador cadáver, é preciso utilizar técnicas variadas para preservar a veia cava do morto.

Qual deve ser o perfil do doador?

O doador vivo ideal deve ser um adulto sadio, sem alterações anatômicas no órgão. Já no doador cadáver, é importante que a pessoa, antes de sua morte, fosse jovem, saudável e tenha sido atendida imediatamente depois do evento que a vitimou e tirou sua vida. Não pode, de maneira alguma, haver deterioração dos órgãos vitais.

O fígado tem a capacidade de se regenerar?

Sim. O fígado é o único órgão que tem a capacidade de reconstituir até 75% dos seus tecidos. Quando se retira parte do órgão de um doador vivo e se transfere ao receptor, em ambos os pacientes, o órgão se regenera.

O transplante de fígado é livre de complicações?

Apesar da alta capacidade de regeneração, quando um pedaço do fígado é removido, nem sempre os vasos sanguíneos se recuperam por completo e a circulação pode ficar comprometida. Além disso, os tecidos regenerados tendem a ser mais rígidos e fibrosos do que os originais, o que aumenta o risco de cirrose para o doador. Cumpre destacar que outras complicações possíveis são a estenose de vias biliares, hérnias, sangramentos e obstruções.

O transplante intervivos é seguro?

Como em qualquer procedimento cirúrgico, os riscos existem, porém, no caso do transplante de fígado, geralmente os benefícios acabam compensando eventuais problemas. As técnicas utilizadas são modernas, e a segurança do procedimento aumenta significativamente quando conduzido por profissionais qualificados, em ambiente hospitalar bem equipado e que respeita as normas de biossegurança. Segundo estudos recentes, o risco de vida para o doador é de apenas 1%, índice considerado muito baixo.

A cirurgia é simples?

Tanto o transplante intervivos como o transplante com doador cadáver, são cirurgias complexas e demoradas. Os procedimentos com doador morto costumam durar entre seis e oito horas, podendo se estender. Já o transplante com doador vivo pode levar de 10 a 12 horas, também podendo ultrapassar esse tempo. Trata-se de uma operação delicada e minuciosa, que envolve muitos detalhes e demanda cuidado extremo, afinal, os dutos biliares e vasos sanguíneos são bastante finos.

Como o transplante é feito?

Quando o doador é cadáver, depois da certificação de que o órgão doador está em boas condições, ele é retirado integralmente do corpo, conservado nas condições ideais e transportado para o centro cirúrgico. No transplante entre duas pessoas vivas, apenas parte do órgão é retirada para ser transplantada. O procedimento é invasivo, multidisciplinar e de alta complexidade, feito com a utilização de técnicas variadas. 

Como é o pós-operatório?

O risco de rejeição é pequeno e normalmente a recuperação de doador e receptor evolui muito bem. Após o transplante, o paciente transplantado deve continuar o tratamento da doença que ocasionou a lesão no fígado. Para evitar eventuais infecções, pode ser indicado o uso de máscaras de proteção no início do pós-cirúrgico. As visitas devem ser restritas e o contato com animais e pessoas com doenças contagiosas deve ser evitado. A casa deve ser conservada limpa e arejada. Além disso, é importante adotar os cuidados alimentares recomendados pelo médico. A prática moderada de atividades físicas, o uso de medicação imunossupressora e o acompanhamento clínico depois da cirurgia são indispensáveis.

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Fígado: conheça a importância do órgão e sua função

Fígado: conheça a importância do órgão e sua função

O fígado integra o sistema digestivo e é um órgão polivalente, já que realiza múltiplas funções no organismo e tem impacto na saúde geral do indivíduo. Ele também funciona como glândula exócrina e endócrina, ou seja, libera secreções na superfície externa e substâncias essenciais na circulação sanguínea e no sistema linfático.

O fígado é a maior glândula e o segundo maior órgão do corpo humano, medindo aproximadamente 20 cm e pesando mais de 1 kg. Ele fica situado na parte superior direita do abdômen, estrategicamente posicionado perto do estômago, e tem a finalidade de armazenar os nutrientes e metabolizá-los adequadamente.

Qual a importância do fígado?

O órgão é fundamental para a saúde, bem-estar e qualidade de vida do ser humano. Quando o fígado está doente, certamente a vida também está em risco, pois ele realiza funções vitais e indispensáveis para a manutenção da vida.

Problemas hepáticos como cirrose, esteatose e hepatite podem acarretar inúmeras alterações metabólicas e digestivas, gerando sintomas desagradáveis e colocando a integridade física em perigo. Daí a necessidade de cuidar desse órgão da melhor maneira possível.

Quais são as principais funções do fígado?

Ao todo, o fígado realiza mais de 200 atividades distintas. Entre outras funções, ele tem a responsabilidade de transformar a frutose e a galactose em glicose, para que sejam utilizadas como energia.

O fígado também cumpre o papel de armazenar o glicogênio e distribuí-lo na corrente sanguínea em forma de glicose, sempre que necessário.

Veja outras importantes funções desta estrutura:

•          converter as proteínas em aminoácidos;

•          filtrar o sangue;

•          descartar toxinas para serem eliminadas pelos rins;

•          fazer a estocagem de vitaminas lipossolúveis e minerais;

•          destruir hemácias velhas ou anormais;

•          secretar a bile;

•          fazer a síntese de proteínas plasmáticas;

•          sintetizar o colesterol;

•          produzir gorduras;

•          metabolizar medicamentos;

•          modificar a amônia, transformando-a em ureia;

•          promover o equilíbrio entre água e sal;

•          produzir precursores de plaquetas.

Como manter o fígado íntegro e saudável?

Para que as funções do fígado sejam preservadas, o órgão precisa se manter íntegro e saudável. Para tanto, é ideal adotar hábitos saudáveis como, por exemplo, se abster do consumo alcoólico, se alimentar bem e praticar exercícios físicos regularmente.

Caso você perceba alguma alteração hepática, que possa sinalizar a presença de disfunções no fígado, busque ajuda médica especializada imediatamente. Os principais indícios de problemas neste órgão são as fezes claras, dores abdominais, urina escura e o amarelamento dos olhos e da pele.

Para confirmar ou descartar a existência de doenças hepáticas, o diagnóstico normalmente envolve anamnese clínica, com profunda análise sintomática, avaliação do histórico do paciente e exame físico.

Além disso, são solicitados exames de imagem e sangue para verificar, respectivamente, possíveis alterações anatômicas e modificações nas proteínas do fígado, além dos níveis de bilirrubina.

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Pedra nos rins: problema é mais comum no verão

Pedra nos rins: problema é mais comum no verão

Os cálculos renais são massas de cristais que aparecem quando o organismo não está hidratado o suficiente, já que a falta de água não permite que os sais se dissolvam. O problema pode se agravar no verão, época em o risco de desidratação é maior. Essas pedras são formadas por sais de diversas substâncias, incluindo cálcio, amônio, fósforo, aminoácidos, ácido úrico e colesterol. Quando surgem no organismo, podem causar uma série de complicações, muitas vezes com a presença de dor intensa.

Apesar do nome, elas podem aparecer também em outros órgãos do trato urinário além dos rins. Existem quatro principais tipos de formação dessas pedras, além de outros extremamente raros. São eles:

  • Cálcio: é mais frequente; concentra grande quantidade de cálcio, que pode se unir a outras matérias. Ocorre mais em homens, entre os 20 e 30 anos;
  • Ácido úrico: mais raros; concentram muito ácido úrico e muitas vezes estão associados a fatores genéticos, gota ou quimioterapia;
  • Cistina: ocorre em pessoas que têm cistinúria, uma doença renal hereditária;
  • Estruvita: ocorre principalmente em quem sofre com infecção urinária, especialmente mulheres. Pode bloquear rins, o ureter ou a bexiga.

Causas e sintomas

A maior causa do cálculo renal é a pouca ingestão de água. Existem, entretanto, fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolvimento desse problema. São eles: histórico familiar, obesidade, dietas com muito sal e sódio, e doenças do trato digestivo ou urinário.

Os sintomas incluem dor intensa e variável nas regiões inferior e lombar do abdômen, náuseas e vômitos; pouco volume de urina, ainda que com vontade; ardência para urinar e sangue na urina.

O tratamento mais simples é beber muita água e tomar analgésicos. Nos casos mais complicados, pode ser necessária a intervenção cirúrgica.

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