Dr. Douglas Bastos

O que é hepatocarcinoma?

O que é hepatocarcinoma?

O hepatocarcinoma, que também pode ser chamado de carcinoma hepatocelular, é o tipo mais comum de câncer primário do fígado. A doença tem esse nome devido aos hepatócitos, que são as principais células do órgão, e ocorre quando há mutações no gene dessas células. Com essas mutações, as células começam a se multiplicar de forma desordenada, provocando a patologia.

Trata-se do quinto tipo de câncer mais comum entre os homens e o oitavo mais recorrente em mulheres. Portanto, está entre as doenças que mais matam no mundo, já que se trata de um tipo de tumor maligno associado à cirrose hepática (doença crônica do fígado). Dessa forma, na suspeita diagnóstica do carcinoma hepatocelular, é imprescindível buscar auxílio médico especializado, haja vista que a doença se agrava muito com o tempo.

Quer saber mais sobre o hepatocarcinoma, quais são seus principais sintomas, causas e tratamentos? Confira nesse artigo todas as informações que eu tenho para você!

Quais são os principais sintomas do hepatocarcinoma?

Dentre os principais sintomas desse tipo de câncer, estão:

  • Dores abdominais agudas;
  • Massa abdominal;
  • Distensão;
  • Anorexia;
  • Mal-estar;
  • Icterícia (coloração amarela da pele e dos olhos devido à presença anormal de pigmentos biliares);
  • Ascite (acúmulo de líquido seroso no peritônio).

Quais as causas desse tipo de câncer no fígado?

Na maioria dos casos, a doença está vinculada à cirrose hepática e seus fatores de risco como o alcoolismo ou a hepatite crônica, visto que cerca da metade dos pacientes que apresentam esse tipo de câncer no fígado também apresentam cirrose hepática.

Quais são os tratamentos para carcinoma hepatocelular?

O diagnóstico da doença se dá através de exames de imagem. Após ser detectado, o câncer no fígado é melhor tratado através de intervenção cirúrgica para que seja realizada a ressecção hepática (hepatectomia) ou o transplante do figado. De forma alternativa, o tratamento pode ser percutâneo (através da radiofrequência ou quimioembolização) ou com quimioterapia específica.

Para saber qual o melhor tipo de tratamento para cada caso, não deixe de consultar um médico especialista em cirurgias do aparelho digestivo, já que essa ainda é a melhor forma de definir a intervenção mais adequada para o hepatocarcinoma.

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4 fatores de risco para esteatose hepática

4 fatores de risco para esteatose hepática

A esteatose hepática é um distúrbio relacionado a “agressões”ao fígado.  Os principais fatores de risco estão ligados aos hábitos de vida. Considerando que o fígado tem grande capacidade de recuperação, tratar a esteatose hepática de forma correta só depende de nós mesmos, com acompanhamento de um especialista. 

Como o fígado é o responsável pelo metabolismo dos lipídeos, muitas substâncias acabam passando por ele, inclusive a gordura. Quando essa gordura fica acumulada na glândula, por diversos fatores, temos a esteatose hepática. Quatro fatores de risco influenciam fortemente para isso:

Esteatose hepática: fatores de risco

1. Sedentarismo

Não é o principal fator de risco, mas apresenta uma grande relevância para diagnosticar o distúrbio. Não praticar atividades físicas faz com que o metabolismo seja mais lento. Com isso, a gordura não se transforma em energia para a realização de outras tarefas rotineiras. E, em virtude disso, o material fica acumulado no fígado sem ser processado.

2. Bebidas alcoólicas

É a principal causa do problema. Em algumas situações, os médicos já deixam esse fator como uma causa à parte, porque o consumo excessivo de bebida alcoólica favorece o acumulo de gordura no corpo.  Vale lembrar que o consumo de álcool geralmente está acompanhado de um hábito alimentar ruim.

3. Obesidade

Pessoas acima do peso também tendem a desenvolver esteatose hepática. Como a gordura está em grande quantidade, a capacidade metabólica do fígado se torna resistente à insulina, níveis de hormônios e colesterol se alteram e a pressão pode aumentar com frequência.

Mas, mesmo que os níveis não se alterem, isso não quer dizer que a obesidade não tenha relevância para o aparecimento do problema. Uma vez que o distúrbio é assintomático, a pessoa pode estar acima do peso e nem saber que tem esteatose hepática, a não ser que ele evolua para algo mais grave.

4. Má alimentação

Se para quem está acima do peso a doença pode ocorrer, para quem está abaixo do peso também. E isso está relacionado à má alimentação. Alimentos muito gordurosos, com altos índices de corantes e conservantes são causas para o problema.

Mas para que esses fatores de risco para esteatose hepática não tornem a doença uma realidade, hábitos saudáveis precisam ser adotados como, por exemplo, atividades físicas, dieta balanceada e consumo frequente de água. Por ter um índice de reversão alta, as pessoas tendem a se recuperar até sem auxílio medicamentoso.

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Quando a cirurgia de vesícula é indicada?

Quando a cirurgia de vesícula é indicada?

A vesícula é um importante órgão da região abdominal, que tem como função armazenar a bile para lançá-la quando são ingeridos alimentos ricos em gorduras. Mais concentrada do que no interior do fígado, a bile emulsifica o alimento ingerido e o prepara para que sejam extraídos os seus nutrientes.

Mas quando há, interior da vesícula, alguma falha no processo de concentração da bile começam a surgir cálculos e pedras compostos de cálcio e colesterol. A pedra na vesícula pode dar sintomas, desde dores leves até processos inflamatórios na própria vesícula ou no pâncreas, sendo necessária uma cirurgia para retirada da vesícula.

Funções da vesícula e o surgimento de pedras

A vesícula tem uma ampla atuação em todos os processos de digestão, sendo diretamente auxiliar do fígado como reservatório e transportador da bile para o intestino delgado. Suas funções se estendem a todas as outras do corpo, até mesmo para o cérebro e na proteção do corpo de doenças.

Após a produção da bile pelo fígado, ela é armazenada na vesícula para que seja misturada no estômago durante a digestão de alimentos gordurosos.

A vesícula faz uma espécie de faxina no organismo, como um detergente que emulsifica a gordura para quebrar as células de lipídios, facilitando a digestão e a separação dos nutrientes. Por agir de forma tão ampla, pode apresentar falhas num de seus processos que culmina com o surgimento de cálculos e pedras de cálcio e colesterol em seu interior.

Com o acúmulo de pedras na vesícula pode haver dores após a alimentação e até mesmo um processo inflamatório chamado de colecistite, gerando dores agudas e muito intensas. Se não houver atendimento imediato o quadro pode se agravar e até mesmo levar a morte do paciente. Outras complicações como a coledocolitíase (pedra no canal biliar principal, entre o fígado e o intestino), a colangite (infecção nas vias biliares) e a pancreatite podem ocorrer em virtude da pedra na vesícula.

A dor que não melhora com medicação oral indica que o problema já está sério o suficiente para ser ministrado apenas medicamentos, sendo necessária a realização de uma cirurgia de retirada da vesicula para que o problema se resolva.

Como é feita a cirurgia

Quando começam as surgir sintomas como dor intensa e vômitos, sobretudo após a alimentação, é preciso ir urgente ao médico para realizar o diagnóstico.  Se a vesícula estiver com sério problema inflamatório a cirurgia é indicada imediatamente.

Há dois métodos cirúrgicos, a colecistectomia tradicional, onde é feito um corte no abdômen até chegar à vesícula. Ela deixa uma cicatriz aparente e tem uma internação média de dois a três dias. O outro método é a cirurgia por laparoscopia, cirurgia minimamente invasiva. O procedimento é bem simples, com pequenos cortes de tamanho suficiente para inserir quatro canos, chamados de trocateres.

Com a laparoscopia não há contato direto com o órgão e tudo é feito através de uma microcâmera na ponta de um dos instrumentos inseridos. A internação é de apenas um dia e as cicatrizes são mínimas.

O pós-operatório de ambas é caracterizado por dor nas primeiras 12 h após a cirurgia, com o uso de analgésicos que a amenizam. O paciente demora duas semanas para se recuperar, onde deve ficar de repouso, não pegar peso e nem realizar atividades físicas, mas pode fazer caminhadas e movimentos leves que podem ajudar a acelerar a recuperação.

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4 dicas para prevenir o surgimento da hérnia inguinal

4 dicas para prevenir o surgimento da hérnia inguinal

Um nódulo na região da virilha pode ser um sinal de hérnia inguinal. O problema causa um abaulamento na região e pode ficar anos sem incomodar, até que surjam os sintomas, demonstrando que o problema aumentou de tamanho.

A hérnia inguinal é mais comum em pessoas acima dos 60 anos, mas não se restringe a elas, podendo afetar de bebês a adultos. Ela acontece quando o tecido que envolve o abdômen fica enfraquecido e forma pequenos buracos que permitem que partes do intestino saiam por eles, formando a hérnia.

Causas e tratamentos da hérnia inguinal

A hérnia inguinal pode surgir devido a uma série de causas, dentre elas a obesidade, o excesso de exercícios físicos, o hábito de carregar muito peso, o esforço na evacuação ou ainda o esforço de mulheres submetidas ao parto natural. Todos esses fatores podem danificar a musculatura do abdômen e fragilizar o tecido e pode ser muito mais recorrente a homens que possuem um canal inguinal mais frágil.

As hérnias inguinais podem se formar no anel herniário masculino e alojar a passagem da alça intestinal, sendo caracterizada como indireta ou se formar na parede abdominal o que caracteriza a hérnia direta.

O tratamento indicado para solucionar o problema é a realização de uma cirurgia para repor o dano no tecido. Antes, podem ser ministrados alguns medicamentos para evitar a dor ou incômodo, mas somente a cirurgia é capaz de apresentar uma solução definitiva.

Dicas para prevenir-se da hérnia inguinal

Não existe uma prevenção direta para evitar o surgimento de uma hérnia inguinal, mas há cuidados que podem diminuir os riscos. Selecionamos quatro dicas para manter os cuidados com a saúde em dia e reduzir a possibilidade de obter uma hérnia.

1 – Alimentação equilibrada

A alimentação é a grande responsável pela saúde do corpo humano e principal fonte de energia para sua manutenção. Uma alimentação equilibrada, capaz de suprir as necessidades nutricionais diárias, pode auxiliar para que problemas como a hérnia não tenham chances de surgir.

A ingestão de fibras ajuda muito a manter o intestino ativo, sem que haja prisões de ventre e outras dificuldades em evacuar. O esforço contínuo de defecar pode acelerar o surgimento de uma hérnia inguinal.

2 – Buscar o peso ideal

Para além da estética, a pessoa que está buscando o peso ideal também está, automaticamente, trabalhando para manter a saúde em dia. A obesidade também pode ser uma das causas para propiciar o surgimento de uma hérnia inguinal, assim como inúmeras outras doenças como hipertensão e diabetes.

3 – Evitar carregar peso em excesso

Quem precisa carregar muito peso pelo trabalho ou outra circunstância, está mais vulnerável a obter uma hérnia inguinal. O peso da pressão abdominal acentua a capacidade de surgirem perfurações no local e, por consequência, o aparecimento de uma hérnia.

Tente não se curvar e mantenha a coluna ereta com uma respiração pausada e, caso seja possível, evite o carregamento de pesos extras.

4 – Prática de exercícios

A prática contínua de exercícios, de maneira saudável, ajuda a fortalecer o músculo abdominal, impedindo que haja o rompimento do tecido da região. Em especial, é importante buscar exercícios capazes de diminuir a gordura localizada no local.

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8 sinais de que o seu fígado pode estar com problemas

8 sinais de que o seu fígado pode estar com problemas

O fígado é um dos mais importantes órgãos do nosso corpo. Basicamente, ele possui três funções: eliminar impurezas, toxinas e células que envelhecem; purificar o sangue e auxiliar na sintetização de lipídios e carboidratos.

E, levando-se em consideração o fato de que as doenças que afetam o fígado costumam ser silenciosas, trouxemos neste artigo 8 sinais de que o seu fígado pode estar com problemas.

Acompanhe!

1. Náuseas

As náuseas são um forte indicativo de problemas no fígado. Na maioria dos casos, elas aparecem depois das refeições, sendo possivelmente acompanhadas de enjoos, sensação de estômago pesado e até mesmo vômitos.

2. Icterícia

A icterícia, que nada mais é do que o ‘amarelamento’ da pele, também é um sinal de que você pode estar com algum problema no fígado. A coloração surge especialmente nos olhos e rosto, apesar de poder se manifestar em qualquer região do corpo.

Vale lembrar que a icterícia ocorre quando há excesso de bile (bilirrubina) no sangue e organismo, o que geralmente é causado por um problema no fígado.

3. Dor abdominal

A dor no abdômen, especialmente na parte de cima e do lado direito, também pode ser um sinal de problemas no fígado. Muitas vezes, a dor abdominal pode se estender para as costas (na região abaixo das costelas) ou resultar ainda em inchaço, ardor ou até mesmo febre.

4. Fadiga

Doenças no fígado também fazem com que nos sintamos frequentemente esgotados, cansados, fadigados e com o apetite diminuído. É claro que associar esses sintomas a doenças no órgão é realmente difícil, porém, quando eles são frequentes, é importantíssima a desconfiança de que pode haver algum problema mais grave.

5. Fezes esbranquiçadas ou acinzentadas

Fezes acinzentadas ou esbranquiçadas também podem ser sinais de doenças no fígado. Sendo assim, se você já tem algum dos sintomas citados acima, comece a observar a cor de suas fezes.

6. Hematomas ou sangramentos

Sangramentos pelo nariz e presença frequente de hematomas (sem que você reconheça suas origens) também podem estar atrelados a um problema de fígado. Isso porque tais ocorrências são comuns quando há deficiência proteica no organismo, sendo este um sinal de mal funcionamento do órgão.

7. Coceira constante no corpo

A coceira, por sua vez, ocorre quando há acumulo de bile na pele. O incômodo ocorre quando o sangue começa a reagir a essa concentração de impurezas e toxinas não filtradas pelo fígado.

8. Consumo excessivo de bebidas alcoólicas

Se você consome álcool excessivamente (em especial todos os dias), esse, por si só, pode ser um sinal de doença no fígado – visto que as chances de manifestação da doença nos indivíduos que bebem muito e com frequência são muito maiores.

Agora você já conhece os sinais mais comuns que indicam que o seu fígado pode estar com problemas. Quer saber mais? Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como especialista em cirurgia digestiva no Rio de Janeiro!

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Síndrome do intestino irritável: o que é e como tratar

Síndrome do intestino irritável: o que é e como tratar

Quem nunca sentiu aquele desconforto por causa de uma dor de barriga? Alguns problemas intestinais podem realmente fazer com que passemos por situações inusitadas. Essa sensação pode ser algo que vai além de uma diarreia ou gases. Se as dores forem agudas e prolongadas e o sintoma perdurar por um período longo, é possível que você sofra de Síndrome do Intestino Irritável.

Também conhecida pela abreviação SII ou ainda Síndrome do Cólon Irritável e Doença Intestinal Funcional, essa patologia é mais presente em mulheres e pessoas com menos de 50 anos. Ela ataca as paredes do intestino e pode aparecer de duas formas.

Causas da Síndrome do Intestino Irritável

O intestino é um tubo com diversas camadas de tecido. Essas camadas atuam nas diversas funções do intestino, entre elas a absorção de nutrientes e movimentação do alimento, desde a boca até o reto. O SII é um distúrbio que afeta justamente a movimentação intestinal, podendo realizar contrações mais fracas ou mais fortes.

A medicina atual ainda não consegue apontar uma causa específica para esse mal. Sabe-se que, entre diversas causas, a SII pode estar associada a infecções intestinais e problemas psicológicos.

Também não há nada que relacione alimentos a essa enfermidade. Entretanto, é comum que os sintomas apareçam depois de serem ingeridas algumas especiarias, gorduras, frutas, bebidas com gás, chocolates, leites e alguns legumes. É incerto a presença de intolerância ou alergia junto à síndrome.

Sintomas

A síndrome do intestino irritável pode se manifestar de duas maneiras diferentes: ora o músculo trabalha com contrações mais fortes, ora mais fracas. No primeiro caso, é comum que a dor seja mais constante e dure mais tempo.

A pessoa pode apresentar gases, flatulência e diarreia. Quando ela apresenta movimentações menos ríspidas, a passagem do alimento é retardada. Dessa forma, podem formar fezes endurecidas que geram mais dores ao evacuar. 

Outros sintomas podem aparecer como a dor no abdômen e evacuação imediata após a alimentação. Além desses, a presença de muco nas fezes e a constipação (alternado com a diarreia) também podem estar presentes.

Diagnóstico da Síndrome do Intestino Irritável

A principal forma de diagnóstico é através da historia detalhada, exame físico e sintomas relatados. Dessa forma, a descrição do paciente é fundamental na identificação dos sintomas da síndrome do intestino irritável. Sendo assim, não é obrigatória a realização de exames mas, em alguns cenários, podem ser necessários exames para excluir outras doenças. Em pessoas com mais de 50 anos, é recomendado realizar rastreio de outras doenças através da colonoscopia. 

Tratamento

Como ainda não é possível indicar o que de fato causa a doença, o tratamento focará em métodos que aliviem os sintomas. O médico pode recomendar dietas focadas em fibras e evitar comidas gordurosas ou em conserva. 

Por último, podem ser também receitados remédios como antidepressivos (em doses menores), relaxantes musculares e anti-diarreicos. É provável que o paciente com Síndrome do Intestino irritável precise de uma mudança radical em sua dieta e acompanhamento especializado periódico. 

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Hepatite e câncer de fígado: entenda a relação entre as doenças

Hepatite e câncer de fígado: entenda a relação entre as doenças

A hepatite é uma doença que acomete cada vez mais pessoas no mundo todo. E por que estes números são tão alarmantes? Porque esta inflamação no fígado é, em geral, uma doença que não apresenta sintomas aparentes, o que acaba retardando o tratamento. O problema é que, em muitos casos, o avanço pode ser letal.

O câncer de fígado é um exemplo de uma patologia grave que pode ser desencadeada por um quadro que não foi tratado. O fator de risco para o surgimento desse tipo de carcinoma é a contaminação por vírus da hepatite B ou C.

Neste artigo, abordaremos melhor a relação entre a doença e o câncer de fígado. 

A infecção pelo vírus da hepatite B ou C

A hepatite é uma doença que, em geral, é causada por infecção viral no fígado. No entanto, esta enorme glândula é responsável por armazenar substâncias vitais para o funcionamento do nosso organismo. Por isso, a infecção hepática pode ser tão nociva a ponto de desencadear um quadro grave de saúde.

Ela pode ser aguda ou crônica. Na primeira, os sintomas são bem evidentes. Já a segunda é uma doença silenciosa, o que acaba retardando o tratamento e agravando o estado clínico do paciente.

É considerada contagiosa e pode ser transmitida a partir da infecção por 4 tipos de vírus, sendo classificados entre A, B, C e D. A incidência de contágio por cada um deles varia de região para região.

A partir de uma pesquisa realizada em países que sofriam com elevados casos de hepatite B crônica, foi possível observar a clara relação entre doença e o carcinoma hepático (ou câncer de fígado). Em países em que o tipo B não prevalecia, observou-se que o desenvolvimento do cancro também tinha relação com o tipo C.

A evolução para o câncer

Um diagnóstico de tipo B ou C não devidamente tratado pode evoluir para um quadro de tumor maligno. Atualmente, muitos médicos e pesquisadores da área da saúde acreditam que o câncer surja no doente com hepatite em função do vírus desse tipo de infecção atacar e alterar as células do fígado, favorecendo o aparecimento de partes alteradas.

Hoje, o melhor tratamento para o câncer de fígado é a prevenção em relação à possibilidade de contágio por hepatite. Infelizmente, só existe vacina para dois tipos da doença (A e B).

As formas de contágio pelos tipos B e C seguem basicamente o mesmo padrão: a transmissão acontece por meio de sangue e outros fluidos corporais. Por isso, é de extrema importância o uso de preservativos durante o ato sexual, assim como não compartilhar materiais de higiene pessoal, lâminas de barbear e seringas. 

Nas gestantes portadoras do vírus B ou D, que podem ser transmitidos para o bebê, é necessário fazer exame pré-natal para detectar hepatite e realizar tratamento especializado.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como especialista em cirurgia digestiva no Rio de Janeiro!

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O que é doença celíaca?

O que é doença celíaca?

Os cereais são itens que estão sempre presentes na alimentação humana, desde a pré-história até os dias atuais. Para muitas pessoas, a ingestão desses cereais pode causar graves problemas à saúde. Essas pessoas são portadoras da doença celíaca.

Você conhece alguém que sofre com essa patologia? Nesse texto, você irá encontrar as principais informações a respeito do assunto.

O que é doença celíaca?

Essa é uma doença crônica e autoimune causada por uma intolerância alimentar que acarreta em um processo inflamatório da parede interna do intestino delgado. A inflamação faz com que a mucosa do intestino se atrofie. Quando há essa atrofia, o organismo não absorve os nutrientes, sais minerais e água da mesma forma.

As doenças autoimunes são caracterizadas por uma disfunção que acomete ao sistema imunológico, fazendo com que ele enxergue alguns corpos ou substâncias como agente invasores.

Assim, inicia-se um combate do organismo contra ele mesmo, provocando uma condição grave, tais como hiper ou hipotiroidismo, diabetes tipo 1, doença celíaca, distúrbios adrenais, gastrite e vitiligo.

Quais são os sintomas?

A doença celíaca é classificada em quatro tipos que variam de acordo com os sintomas apresentados. Esses tipos são:

  • DC clássica: é a que mais afeta os bebês que estão iniciando a alimentação sólida. Nesses casos, o paciente pode apresentar diarreia crônica, desnutrição, falta de apetite, distensão abdominal e vômitos;
  • DC não clássica ou atípica: é a forma mais branda de manifestação da doença. Os sintomas mais comuns são anemia, perda de peso, prisão de ventre, alterações hepáticas, artrite e até infertilidade;
  • DC assintomática, oligossintomática ou silenciosa: é quando o paciente apresenta os sintomas de forma menos intensa ou eles, simplesmente, não existem;
  • DC latente: essa forma de manifestação diz respeito à condição genética do paciente, pois acomete àqueles que carregam os genes HLA-DQ2 e HLA-DQ8. 

Como o glúten é responsável por essa doença?

O glúten é um tipo de proteína encontrada no trigo, centeio e cevada. Quando colocada em água, essa proteína é quem dá flexibilidade às massas feitas com farinha de trigo. Os doentes celíacos são intolerantes ao glúten.

Como é o tratamento?

Não existem tratamentos específicos para a doença. A melhor forma de evitá-la e deixar de apresentar os sintomas é não consumindo qualquer produto que contenha glúten em sua composição.

Por isso, é preciso eliminar da sua dieta os pães, pizzas, pastéis e macarrão, por exemplo. Os doentes celíacos podem apresentar diferentes graus de intolerância, podendo desencadear a irritação com um pequena quantidade de glúten ou não. 

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3 doenças autoimunes do fígado

3 doenças autoimunes do fígado

A medicina evoluiu e permitiu que fossem descobertas as causas de diferentes tipos de doenças e como elas atuam no organismo. As doenças autoimunes do fígado são patologias que poucos conhecem, mas que podem causar graves danos à saúde do paciente.

Por isso, preparei esse post explicando o que são as doenças autoimunes e quais são as que afetam o fígado.

O que são as doenças autoimunes?

As doenças autoimunes são distúrbios adquiridos por meio de uma ação indevida do próprio sistema imunológico.  Para que o nosso corpo não seja um alvo fácil de microrganismos, temos um sistema de defesa composto por células chamadas de anticorpos.

Esses anticorpos identificam a presença de agentes invasores e os combatem para que não causem nenhum prejuízo à nossa saúde. Contudo, quando há uma disfunção nesse sistema de defesa, os anticorpos confundem nossas células saudáveis como um agente estranho.

Quais são as doenças autoimunes do fígado?

Quando se fala em doenças do fígado, a primeira associação que fazemos é com a cirrose ou com a hepatite. Porém, existem doenças autoimunes que acometem o órgão e são, na maioria das vezes, desconhecidas pela população.

Colangite Biliar Primária (CBP)

A colangite biliar primária é uma doença hepática autoimune que tem como principal característica a destruição progressiva dos canais biliares do fígado. Os canais biliares são ductos encarregados de transportar a bile até a vesícula.

Essa patologia é crônica e progride de forma lenta. Quando não é controlada, pode se agravar e causar a fibrose, cirrose e a insuficiência hepática. Nos casos mais graves, há a necessidade de transplante hepático para que o paciente não venha a falecer.

A CBP é uma doença perigosa em função da ausência de sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Esses sinais costumam aparecer apenas quando a doença já evoluiu. Os sintomas mais comuns são:

  • Cansaço excessivo;
  • Falta de apetite;
  • Pele e olhos amarelados.
  • Náuseas;
  • Coceira na pele;
  • Sangramentos espontâneos;
  • Dor muscular;
  • Diarreia com excesso de gordura nas fezes;
  • Inchaço dos pés e tornozelos.

Colangite Esclerosante Primária (CEP)

A CEP é uma doença que provoca a inflamação crônica dos ductos biliares que estão dentro e fora do fígado, causando a sua destruição, formando cicatrizes e provando o seu desaparecimento.

A CEP também é uma doença autoimune do fígado e pode se associar com outras doenças, tais como retocolite ulcerativa e doença de Crohn. Quando evolui, os sintomas mais comuns são prurido, icterícia, infecção nas vias biliares, febre e calafrios.

Hepatite autoimune

É mais uma doença que acomete o fígado e é causada por um distúrbio no sistema imunológico que entende as células do fígado como estranhas e começa a atacá-las. Esse combate provoca uma inflamação crônica e destrói o fígado progressivamente.

Quando não há tratamento, a hepatite autoimune pode evoluir para uma cirrose, varizes de esôfago, ascite e encefalopatia hepática. Os sintomas dessa hepatite podem variar em cada paciente e também podem não existir. 

Quando ocorrem, geralmente são fadiga, enjoos e vômitos, coceira leve no corpo, barriga inchada, dor nas articulações, perda de apetite e icterícia. 

Essas são as principais doenças autoimunes do fígado. Esteja atento ao aparecimento de qualquer um desses sintomas. Caso existam, procure um médico especializado nas doenças hepáticas.

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8 fatores de risco para o câncer de vias biliares

8 fatores de risco para o câncer de vias biliares

Fatores de risco são as causas que potencializam as chances de se contrair uma doença, tal qual um câncer, por exemplo. Existem os fatores que podemos observar e corrigir a tempo, como, por exemplo, o hábito de fumar. Outros, por sua vez, como a predisposição genética, fogem do nosso controle.  Neste artigo vamos falar um pouco sobre os riscos para o câncer de vias biliares.

No entanto, nem sempre ter um ou mais fatores de risco pode significar necessariamente que o câncer vá se desenvolver no corpo da pessoa. De maneira inversa, há pacientes que nunca tiveram um fator de risco e desenvolveram casos gravíssimos da doença.

No caso do câncer de vias biliares, os fatores de risco são enumerados a seguir.

  1. Doenças do fígado ou vesícula biliar

Quando um paciente desenvolve um quadro de inflamação crônica no fígado ou na via biliar, há sempre o risco de que esse quadro evolua com um foco de câncer. Para que tanto o fígado como a via biliar cheguem a essa situação, algumas doenças podem provocar a inflamação. As mais comuns são: presença de cálculos biliares, cisto de colédoco, cirrose, hepatites B ou C e colangite esclerosante primária.

  1. Doença inflamatória intestinal

Trata-se de uma doença inflamatória do intestino, que inclui a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Pessoas que sofrem  com essas condições, podem apresentar colangite esclerosante associada que, por sua vez, é um fator de risco para o câncer de vias biliares. 

  1. Idade avançada

Idosos possuem mais chances que os jovens de desenvolver esse tipo de câncer.

  1. Geografia e etnia

Devido a uma grande onda de infecções provocadas por parasitas hepáticas, o câncer em questão se torna mais recorrente na China e na região do Sudeste Asiático.

  1. Obesidade

Estar acima do peso também é um fator de risco importante a ser observado. Isso porque  o ganho de peso pode aumentar o número de cálculos biliares tanto na vesícula como na via biliar, além de descontrolar os hormônios.

  1. Exposição a Thorotrast

Trata-se do dióxido de tório, uma substância radioativa usada em exames de raios x até a década de 1950. Essa substância deixou de ser utilizada em equipamentos médicos justamente por aumentar as chances de desenvolvimento de tumores, principalmente o de vias biliares.

  1. Histórico familiar

Se já existe casos de câncer na família, é importante manter um cuidado redobrado com a saúde. O histórico de câncer de vias biliares pode aumentar bastante o risco dessa doença.

    8.  Alcoolismo 

Altas doses etílicas no sangue também estão relacionadas a uma propensão maior de desenvolvimento desse câncer, em razão de agredir constantemente o fígado.

Por isso tudo, não deixe de visitar o médico regularmente e fazer todos os exames preventivos. Não comprometa a sua saúde e comece a mudar os hábitos o quanto antes. Previna-se contra o câncer de vias biliares e outras doenças.

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