cancer de vias biliares

8 fatores de risco para o câncer de vias biliares

8 fatores de risco para o câncer de vias biliares

Fatores de risco são as causas que potencializam as chances de se contrair uma doença, tal qual um câncer, por exemplo. Existem os fatores que podemos observar e corrigir a tempo, como, por exemplo, o hábito de fumar. Outros, por sua vez, como a predisposição genética, fogem do nosso controle.  Neste artigo vamos falar um pouco sobre os riscos para o câncer de vias biliares.

No entanto, nem sempre ter um ou mais fatores de risco pode significar necessariamente que o câncer vá se desenvolver no corpo da pessoa. De maneira inversa, há pacientes que nunca tiveram um fator de risco e desenvolveram casos gravíssimos da doença.

No caso do câncer de vias biliares, os fatores de risco são enumerados a seguir.

  1. Doenças do fígado ou vesícula biliar

Quando um paciente desenvolve um quadro de inflamação crônica no fígado ou na via biliar, há sempre o risco de que esse quadro evolua com um foco de câncer. Para que tanto o fígado como a via biliar cheguem a essa situação, algumas doenças podem provocar a inflamação. As mais comuns são: presença de cálculos biliares, cisto de colédoco, cirrose, hepatites B ou C e colangite esclerosante primária.

  1. Doença inflamatória intestinal

Trata-se de uma doença inflamatória do intestino, que inclui a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Pessoas que sofrem  com essas condições, podem apresentar colangite esclerosante associada que, por sua vez, é um fator de risco para o câncer de vias biliares. 

  1. Idade avançada

Idosos possuem mais chances que os jovens de desenvolver esse tipo de câncer.

  1. Geografia e etnia

Devido a uma grande onda de infecções provocadas por parasitas hepáticas, o câncer em questão se torna mais recorrente na China e na região do Sudeste Asiático.

  1. Obesidade

Estar acima do peso também é um fator de risco importante a ser observado. Isso porque  o ganho de peso pode aumentar o número de cálculos biliares tanto na vesícula como na via biliar, além de descontrolar os hormônios.

  1. Exposição a Thorotrast

Trata-se do dióxido de tório, uma substância radioativa usada em exames de raios x até a década de 1950. Essa substância deixou de ser utilizada em equipamentos médicos justamente por aumentar as chances de desenvolvimento de tumores, principalmente o de vias biliares.

  1. Histórico familiar

Se já existe casos de câncer na família, é importante manter um cuidado redobrado com a saúde. O histórico de câncer de vias biliares pode aumentar bastante o risco dessa doença.

    8.  Alcoolismo 

Altas doses etílicas no sangue também estão relacionadas a uma propensão maior de desenvolvimento desse câncer, em razão de agredir constantemente o fígado.

Por isso tudo, não deixe de visitar o médico regularmente e fazer todos os exames preventivos. Não comprometa a sua saúde e comece a mudar os hábitos o quanto antes. Previna-se contra o câncer de vias biliares e outras doenças.

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Entenda quando a cirurgia é indicada para tratar o câncer de vias biliares

Entenda quando a cirurgia é indicada para tratar o câncer de vias biliares

O câncer de vias biliares é um dos tumores mais raros da oncologia. Segundo os pesquisadores, ele representa algo em torno de 3% de todos os cânceres localizados no trato gastrointestinal.

Por esse motivo, quando surge o diagnóstico, é comum surgirem dúvidas a respeito de quais são os tratamentos mais eficazes e seguros disponíveis. Existem diversas abordagens para a doença, que sempre devem ser escolhidas de forma individualizada para cada paciente.

A seguir, descubra quando a cirurgia é o tratamento ideal para o câncer de vias biliares.

Câncer de vias biliares: quando a cirurgia é o melhor caminho

Apesar de bastante raro, esse tipo de câncer possui um alto índice de letalidade. Isso ocorre principalmente quando o diagnóstico é realizado de forma tardia. 

As formas desse câncer podem ser divididas  de acordo com a localização em intra-hepático e extra-hepático. O câncer de vias biliares intra-hepático ocorre quando a sua origem está na via biliar localizada dentro do fígado. Os casos chamados extra-hepático são aqueles que se desenvolvem a partir das vias biliares extra-hepática, o que inclui a vesícula biliar e a parte mais distal, a papila duodenal. 

Muitas vezes o diagnóstico demora a ser feito porque esses cânceres não apresentam sintomas específicos. Pode ocorrer obstrução da drenagem das vias biliares, levando à icterícia (pele amarelada). Outro sintoma é a presença de fezes claras e urina escurecida. O diagnóstico normalmente ocorre após a realização de exames de imagem na presença desses sintomas inespecíficos.

Assim que o diagnóstico é realizado, o tratamento é iniciado levando em consideração o estágio da doença e as condições de saúde do paciente. Quando o diagnóstico identifica a doença localizada e em estágio inicial, a melhor conduta é a cirurgia.

Além da cirurgia, podem ser indicados tratamentos em conjunto, como, por exemplo, a quimioterapia e a radioterapia.  

Em estágios mais avançados, o médico poderá solicitar a drenagem das vias antes de qualquer abordagem. Neste cenário também poderá haver indicação de quimioterapia ou radioterapia. 

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Câncer de vias biliares: sintomas, causas e tratamento

Câncer de vias biliares: sintomas, causas e tratamento

O câncer de vias biliares pode surgir dentro ou fora do fígado, na vesícula biliar ou na ampola hepatopancreática (ampola de Vater), formada pelos ductos do pâncreas e do colédoco. A incidência de tumores malignos em vias biliares é maior a partir dos 60 anos de idade, mas esse tipo de câncer é raro.

Vias biliares são canais por meio dos quais a bile escoa do fígado para a vesícula e da vesícula para o duodeno. A formação de cálculos biliares (pedras), o desenvolvimento de tumores e o estreitamento desses canais em decorrência de infecção, inflamação ou cicatrizes de cirurgias causam a obstrução das vias biliares.

Sintomas de câncer de vias biliares

O câncer de vias biliares tem, basicamente, quatro estágios. Nos dois primeiros, o tumor está localizado somente nas vias biliares. Na terceira fase, o câncer já afetou órgãos próximos, como fígado, pâncreas, vesícula biliar e duodeno. O quarto estádio corresponde à metástase, ou seja, as células de câncer já migraram para outras partes do corpo.  

Os principais sintomas são:

  • Dor no abdômen: A dor abdominal costuma surgir quando os tumores de vias biliares já estão crescidos. Em geral, a dor é sentida na área inferior às costelas. Também pode ocorrer a distensão abdominal.
  • Coceira: Esse sintoma resulta da elevação de bilirrubina na circulação sanguínea. Portanto, quando surge uma coceira atípica no corpo e sem motivo aparente, é importante procurar orientação médica.
  • Fezes claras e urina escura: A redução da quantidade de bilirrubina no trato intestinal resulta em fezes mais claras. Mas a urina, em contrapartida, fica mais escura, já que há mais bilirrubina na circulação sanguínea.
  • Icterícia: O excesso de bilirrubina no sangue causa o amarelamento dos olhos e da pele. A icterícia não é um sintoma exclusivo de tumores malignos em vias biliares, porém, apenas os exames médicos poderão determinar com exatidão as causas desse problema.
  • Menos apetite: O quadro geral de mal-estar afeta o apetite também. Em consequência disso, há uma acentuada perda de peso.
  • Náuseas e vômitos: Os sintomas ocorrem devido a infecções geradas pela obstrução de vias biliares, o que ainda gera danos ao fígado, pâncreas e vesícula. A febre é comum durante esses quadros infecciosos.

Diagnóstico e tratamento do câncer de vias biliares

Em geral, o diagnóstico é feito quando a doença já está avançada, já que, no estágio inicial, dificilmente surgem sintomas. A ressonância magnética e a tomografia computadorizada possibilitam a realização de um diagnóstico mais detalhado das vias biliares. Algumas vezes a biópsia é necessária para concluir o resultado do exame.

A cirurgia é a solução ideal para a remoção de tumores malignos localizados. No entanto, a tomada de decisão leva em conta outros fatores, como a idade e as condições gerais do paciente. Quando o quadro clínico é incompatível com a realização de uma cirurgia, pode-se optar por quimioterapia, radioterapia e outros tratamentos paliativos. Somente após a bateria de exames é que o médico terá informações suficientes para definir o plano de tratamento do câncer de vias biliares.

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