Metástase hepática: entenda o que é e quais são os tratamentos indicados

O que é metástase hepática

A metástase hepática ocorre quando um tumor de outro órgão se espalha para o fígado.
Diferentemente do câncer primário do fígado, ela é considerada um tumor secundário, ou seja, originado fora do órgão, mas que encontrou no fígado um local propício para crescer.
O diagnóstico correto é essencial para definir o estágio da doença e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.

 

Diferença entre metástase hepática e tumor primário

As metástases hepáticas são diferentes dos tumores hepáticos primários, pois resultam da disseminação de células cancerígenas vindas de outros órgãos, como cólon, mama, pâncreas e pulmão.
Por isso, a avaliação médica deve ser cuidadosa para entender a extensão da doença e planejar o tratamento de forma individualizada.
Mesmo que as chances de cura sejam menores, o controle e o aumento da sobrevida são possíveis com uma abordagem multidisciplinar.

 

Como funciona o tratamento da metástase hepática

O tratamento da metástase hepática varia conforme o tipo e o tamanho do tumor, o número de lesões, a localização no fígado e as condições clínicas do paciente.
As opções terapêuticas podem ser divididas em terapias sistêmicas e terapias locais.
Entre as sistêmicas estão a quimioterapia, a imunoterapia, a hormonoterapia e a terapia-alvo. Já entre as terapias locais, destacam-se a cirurgia, a radioterapia e a radiofrequência.

 

Terapias sistêmicas: quimioterapia, imunoterapia e hormonoterapia

A quimioterapia é realizada com medicamentos administrados por via oral ou intravenosa e tem como objetivo destruir ou inibir o crescimento das células tumorais.
A imunoterapia estimula o sistema imunológico a combater o câncer por meio de vacinas e anticorpos específicos.
Já a hormonoterapia bloqueia a ação de hormônios que favorecem o crescimento tumoral, complementando os outros tratamentos.

 

Terapias locais: cirurgia, radioterapia e radiofrequência

A cirurgia hepática é indicada quando o tumor está restrito ao fígado e pode ser removido com segurança.
Em casos selecionados, o transplante de fígado pode ser considerado, especialmente em metástases de tumores neuroendócrinos limitadas ao órgão, conforme a legislação brasileira.
A radioterapia utiliza radiação ionizante para destruir as células cancerígenas quando a cirurgia não é possível.
Por fim, a ablação por radiofrequência é indicada para lesões pequenas, especialmente em pacientes que não podem realizar cirurgia, destruindo o tumor por meio do calor gerado por uma agulha específica.

 

Importância do acompanhamento médico

O tratamento da metástase hepática exige uma avaliação multidisciplinar envolvendo cirurgião do aparelho digestivo, oncologista, radiologista e hepatologista.
O acompanhamento contínuo permite ajustar o plano terapêutico conforme a resposta do paciente e controlar possíveis efeitos adversos.

 

Posted by Dr. Douglas Bastos