Antes de falarmos sobre a diferença entre câncer primário e câncer metastático, vamos tentar entender como é o processo que deflagra a doença.
As nossas células podem sofrer mutações genéticas, o que pode levá-las a receber instruções distorcidas, levando-as a uma reprodução anormal e disfuncional. Quando essas mudanças ocorrem a célula perde o controle na sua reprodução e diferenciação e se transforma em uma célula maligna ou cancerosa. Essas células se multiplicam de forma descontrolada, se tornando agressivas. É o acúmulo dessas células em tecidos e órgãos que caracteriza a formação das neoplasias malignas.
Câncer primário e câncer metastático
O câncer primário ocorre quando todo o processo descrito se inicia no órgão afetado. Por exemplo, o câncer do esôfago teve início no próprio esôfago. Porém se a doença se espalhar para outro órgão, ele passa a ser o câncer metastático (de esôfago).
A metástase ocorre quando as células do tumor primário se espalham para outros órgãos. Em geral, cada tipo de tumor tem os órgãos onde são mais comuns de surgirem metástases. Nos órgãos atingidos posteriormente, as células malignas apresentam características análogas àquelas do tumor originário. Consequentemente, elas são diferentes das células existentes no órgão atingido pela metástase. Essa característica pode ajudar no próprio diagnóstico, uma vez que pode ser feita uma biopsia do tumor para investigar se ele é primário ou metastático.
A relação entre o tumor primário e o metastático é de causa e efeito. O segundo só ocorre se tiver origem no primeiro. O diagnóstico da metástase pode, inclusive, ajudar no diagnóstico do câncer primário conforme falamos anteriormente.
Há um componente hereditário encontrado em alguns tipos de tumores. Entretanto a maior parte dos tumores são provenientes da ação de elementos externos. Evitar fatores de risco, como tabagismo, alcoolismo, medicamentos, radiação solar e, principalmente, hábitos alimentares ruins (alimentos processados) é uma boa forma de diminuir os riscos.
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