A hérnia umbilical é uma protuberância que aparece na região do umbigo devido a uma falha na musculatura abdominal. Muitas vezes, ela demora a ser percebida e só se torna visível quando atinge um tamanho maior. Em alguns casos, pode causar dor, febre e inflamação, sinais de alerta que exigem avaliação médica.
Neste artigo, você vai entender as causas da hérnia umbilical, os fatores de risco, os sintomas mais comuns, como é feito o diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis.
O que é hérnia umbilical?
A hérnia umbilical acontece quando parte do intestino ou do epíploon (gordura intra-abdominal) atravessa uma abertura na parede abdominal enfraquecida, formando uma saliência visível no umbigo.
É uma condição relativamente comum em bebês, principalmente nos prematuros e de baixo peso, mas também pode afetar adultos que apresentam fatores de risco como obesidade, múltiplas gestações ou histórico de cirurgias abdominais.
Principais causas e fatores de risco
Entre os fatores que favorecem o surgimento da hérnia umbilical estão:
- Falha no fechamento do anel umbilical após o nascimento
- Prematuridade e baixo peso ao nascer
- Obesidade e obesidade mórbida
- Esforço físico excessivo ou carregar peso com frequência
- Cirurgias abdominais prévias, que fragilizam a parede abdominal
- Ascite (acúmulo de líquido no abdômen)
- Múltiplas gestações ou gestação em mulheres com fraqueza da musculatura abdominal
👉 Esse problema é mais frequente em crianças, mas também é comum em adultos com sobrepeso ou em mulheres que passaram por várias gestações.
Sintomas da hérnia umbilical
O sinal mais evidente da hérnia umbilical é uma protuberância no umbigo, que se torna mais perceptível quando a pessoa está em pé, tosse ou faz esforço.
Outros sintomas podem incluir:
- Dor localizada no abdômen
- Sensação de peso ou desconforto no umbigo
- Náuseas e vômitos (quando há complicação)
- Vermelhidão, calor local e febre
- Dificuldade para reduzir a hérnia manualmente
⚠️ Em casos graves, pode ocorrer o estrangulamento da hérnia, quando parte do intestino fica presa e o fluxo sanguíneo é comprometido. Essa situação é uma emergência médica.
Como é feito o diagnóstico?
Na maioria dos casos, o diagnóstico da hérnia umbilical é realizado pelo exame físico durante a consulta médica. O médico pode observar a protuberância e avaliar seu tamanho e características.
Em situações de dúvida ou suspeita de complicações, podem ser solicitados exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia abdominal, para confirmar o quadro.
Tratamento da hérnia umbilical
Embora algumas hérnias pequenas em bebês possam regredir espontaneamente, na maior parte dos casos o tratamento recomendado é cirúrgico.
As opções incluem:
- Redução manual: em alguns casos específicos, a hérnia pode ser temporariamente empurrada de volta para a cavidade abdominal.
- Cirurgia corretiva (hernioplastia umbilical): realizada por meio de uma pequena incisão no umbigo, unindo os músculos separados.
- Uso de tela cirúrgica: em pacientes com musculatura enfraquecida, pode ser colocada uma prótese de tela para reforçar a parede abdominal e diminuir o risco de recorrência.
A cirurgia geralmente é simples, com boa recuperação e baixo índice de complicações quando realizada em condições adequadas.
A hérnia umbilical é uma condição comum que pode afetar tanto crianças quanto adultos. Embora muitas vezes seja assintomática, é importante estar atento a sinais de complicação como dor intensa, febre, náuseas ou vermelhidão no local.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, geralmente cirúrgico, são fundamentais para evitar riscos maiores e garantir qualidade de vida ao paciente.
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